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Ensinar a ensinar: Quintas de História e Educação na UFPA 03.05.2010 -
Por Clareana Rodrigues
Década de 50. Surge em Belém o curso de graduação em História e Geografia na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Pará. Incorporado depois à UFPA, em 1957, o curso foi responsável pela formação dos primeiros professores de história e geografia da região.
A consolidação da produção de conhecimento em história e geografia e de ambas como campos do conhecimento levou a separação dos cursos. Com a criação do novo curso de história, que precisou atender a necessidade de produção de conhecimento científico e a formação de professores, foi preciso estabelecer um curso que prezasse pela formação dos estudantes voltada para o ensino e a pesquisa.
Contudo, a última Avaliação do Curso de História realizada pela direção da Faculdade, em 2009, demonstrou que os graduandos têm dificuldades em adaptar o conteúdo recebido na graduação para as salas de aula de ensino médio e fundamental. Na pesquisa foi constatado que esses estudantes só passavam a compreender as metodologias para abordar os temas da história “na prática”, e não necessariamente em paralelo as aulas da universidade.
Percebendo essa necessidade foi criado, em 2009, o Projeto de Extensão Quintas de História e Educação. Nele, estudantes e professores da Faculdade de História se reúnem todas as últimas quintas-feiras de cada mês para promover uma discussão sobre novas linguagens e tecnologias no ensino de História.
Sempre com uma temática diferenciada, o projeto pretende qualificar a formação dos discentes e oferecer uma perspectiva mais profunda para as aulas. Isso proporciona não somente uma proximidade maior dos alunos com as práticas de ensino-aprendizado, mas contribui também com a educação dos próprios futuros alunos desses acadêmicos.
Dessa vez é dos companheiros do CONTRAPONTO paraense o blog que está iniciando sua vida na blogosfera!
O Contraponto é um coletivo organizado nacionalmente em vários estados brasileiros e que atua no movimento estudantil secundarista e no movimento estudantil universitário. O coletivo é significativamente atuante em muitas regiões do Brasil, tendo inclusive dois diretores da UNE, sendo um deles da executiva da União Nacional dos Estudantes, representando todos os que acreditam que essa entidade histórica do movimento estudantil deve retornar às suas origens e beber na fonte da coragem e rebeldia que possuia durante o regime militar e até antes. Mas não é só isso, no Pará, o CONTRAPONTO já esteve presente em vários DCE's como o da Universidade da Amazônia (UNAMA) e do da Universidade Federal do Pará (UFPA), que é uma das maiores se não é a maior Universidade Federal em número de alunos do país. Esteve, também, pelo movimento secundarista, liderando por muitos anos o Grêmio estudantil do colégio estadual Deodoro de Mendonça. Atualmente o coletivo CONTRAPONTO atua mais fortemente na ILHA do MARAJÓ, atua também nos municípios de Ananindeua e Abaetetuba e está com planos de expansão à outros municípios do Estado do Pará. Na UFPA atualmente está presente na direção do CAHIS (Centro Acadêmico de História) e em outros cursos, como em Ciências Sociais, Turismo e Geografia. No movimento secundarista, é inevitável o destaque para a galerinha secunda de Ananindeua, em especial ao "Léo" (camarada Leonardo, de 15 anos) que dirige o Grêmio Estudantil Manoel Amaral (homenageando um historiador, líder socialista, falecido prematuramente em agosto de 2009)
É isso ae! O CONTRAPONTO, que já está na blogosfera com os estudantes de outros estados, agora está também com os estudantes do PARÁ!
Parabéns!
Ousar, Lutar! Ousar, Vencer!
Pedro Ivo Carvalho de Castro. diretor do Centro Acadêmico de História - UFPA. CONTRAPONTO - um convite à rebeldia!
Este é o Brasil da impunidade para poucos e da criminalização dos lutadores do povo que representam os milhões de brasileiros cansados do engodo de que tudo vai bem. As universidades estão sem laboratórios e bibliotecas (muitas vezes, sem professores); as escolas públicas de ensino básico tornaram-se símbolo do abandono e da violência contra alunos e educadores; o Sistema Único de Saúde está cada vez mais dividido entre os 30 milhões que podem pagar planos de saúde e os 170 milhões de brasileiros (os mais mal alimentados e fragilizados pela pobreza) sem direito a adoecer, porque isso significará a dor da doença e a dor por ser tratado como espécie de gado nos abatedouros em que foram transformados nossas unidades de saúde e nossos hospitais. Este é o Brasil em que índios, quilombolas, trabalhadores rurais perdem suas terras, são assassinados, enquanto vêem algumas de suas lideranças cooptadas em troca de comissionamentos ou verbas para projetos "culturais". Este é o Brasil da propaganda, do "pensamento Único", da manipulação que faz com que o mesmo povo que aprova o governo já não consiga mais andar nas ruas sem medo do próprio pobre e da polícia; já não consiga pegar ônibus porque o trânsito é um transtorno devido aos muitos carros de luxo que abarrotam as garagens e as ruas das classes dominantes, além de que a tarifa é cara; e seja obrigado a enfrentar as infindáveis filas para tentar conseguir uma vaga na escola para nossas crianças, para uma simples consulta médica, para um trabalho temporário e precário. Este é o Brasil que e começa a querer entender o porquê de haver tantos banqueiros, latifundiários agronegocistas, agiotas das bolsas de valores festejando, enquanto a prostituição infantil aumenta, como aumenta o número de crianças e jovens cooptados pelo narcotráfico - candidatos ao extermínio de classe e étnico. Este é o Brasil em que o Fernando Henrique Cardoso que vendeu grande parte dos recursos nacionais continue a ganhar milhões como consultor e conferencista das corporações beneficiadas pela privataria. Este é o Brasil em que o Lula aprofunda a privatização do território, do petróleo, da água, da previdência, das universidades, mas faz crer que está desenvolvendo o Brasil e talvez durma o sono dos injustos com as migalhas oferecidas aos explorados e humilhados do campo e da cidade. Este é o Brasil da corrupção eleitoral, de um Supremo Tribunal Federal que serve para proteger o direito à propriedade dos muito ricos como Daniel Dantas enquanto nega o direito à propriedade de um teto para o trabalhador e sua família, o direito à propriedade da inalienável humanidade; que serve para inocentar e proteger os carrascos da ditadura, enquanto incrimina lideranças sem terra, indígenas que lutam pelo direito à dignidade em solo pátrio. Este é o Brasil em que Antônio Carlos Magalhães morreu herói sendo bandido, em que o Jader torna-se imperador da comunicação na Amazônia como prêmio à montanha de denúncias e processos que responde na justiça; em que o Almir Gabriel é homem de bem mesmo tendo determinado o massacre de Eldorado dos Carajás; em que o Sarney e sua quadrilha comandam as áreas mais estratégicas da vida nacional; em que grileiros e devastadores criminosos da floresta ganham de presente títulos de propriedade das terras públicas; em que empreiteiros corruptos ganham leilões viciados para construírem grandes obras superfaturadas como a de Belo Monte. Este é o Brasil que tenta criminalizar os movimentos sociais e o movimento estudantil, em particular, processando como se criminosos fossem suas lideranças, enquanto os oligarcas bandidos são aclamados como heróis da nação pela autoridade máxima da república (quase impossível escrever com “R”). É contra esse Brasil dos poucos ricos e dos milhões de pobres vítimas da violência estrutural que estudantes conscientes têm lutado. É por um Brasil para os brasileiros, um país de cidadãos com direito a todos os direitos, entre os quais o direito à universidade pública e gratuita para todos, que o Fabrício Gomes e dezenas de outros estudantes do DCE-UFPa lutam. Mesmo porque nenhum país será democrático, livre e soberano sem romper com a dependência científico-tecnológica. Foi por um Brasil justo, democrático e feliz, um país socialista, que a Universidade Federal do Pará foi ocupada. As conquistas obtidas naquele ato de amor ao Brasil acumularam forças para a utopia de felicidade humana. Portanto, que a justiça use o seu precioso tempo para dar celeridade aos muitos processos contra os bandidos da nação. Toda solidariedade ao Fabrício Gomes! Toda solidariedade aos lutadores do povo!
DIRIGENTE ESTUDANTIL É CRIMINALIZADO POR DEFENDER INTERESSES DE ESTUDANTES
O ex-Coordenador Geral do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFPa., Fabrício Gomes, está sendo processado na Justiça Federal por crimes de resistência (art. 329), constrangimento ilegal (art. 146) e crime contra liberdade pessoal (art.329), em razão da ocupação da Reitoria da UFPa. em 2007, quando centenas de estudantes, por quase uma semana, ocuparam o referido prédio na luta por melhores condições de ensino. Como resultado direto desta luta a categoria conquistou, entre outras coisas, a construção de mais um Restaurante Universitário, uma das demandas mais importantes do movimento à época.
A educação superior em nosso país, a exemplo da educação básica (que conhecemos bem), vive um processo de sucateamento. Basta verificarmos que as vagas ofertadas nas Universidades Federais caíram de 30,2% em 2002 para apenas 25,1% em 2008. Enquanto isso a participação das Universidades Privadas, no mesmo período, aumentou de 69,8% para 74.9%. Na verdade estamos assistindo ao desmonte do ensino público em nosso país.
O processo contra Fabrício está correndo na Justiça (nº 5046-27.2009.4.01.3900- 3ª Vara Federal) e ele deve depor na Polícia Federal no dia 12 de maio (quarta-feira).
O SINTEPP repudia essa prática, comum hoje em dia, de criminalizar quem luta pelos interesses populares. Vemos isso na luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), na luta sindical, inclusive na nossa própria luta (muitos de nossos dirigentes respondem a processos semelhantes) e agora na luta estudantil.
Enquanto isso a impunidade campeia solta nos crimes de “colarinho branco”. O exemplo mais atual é do ex-governador do Distrito Federal José Arruda, pego, junto com sua quadrilha, na mais deslavada corrupção, mas que está em liberdade. E é claro não podemos esquecer o massacre de Eldorado dos Carajás, onde 19 trabalhadores foram executados e nenhum mandante ou assassino está preso, mesmo depois de 14 anos. - Contra a criminalização dos Movimentos Sociais - Todo apoio à luta dos trabalhadores e estudantes
É notória a intenção do governo do Estado, em apenas enfraquecer a categoria dos servidores da Educação Pública paraense, ao encaminhar para a Assembléia Legislativa um ridículo Plano de Carreira, Cargos e Remuneração, repleto de equívocos e absurdamente excludente, pois trata como servidores da Educação apenas a professores e técnicos em Educação.
Recusado pelo Sintepp, este PCCR do governo, não tem o menor respeito pelos demais servidores da Educação, pois sequer menciona os auxiliares e assistentes administrativos e os servidores do apoio operacional das escolas, que chegam a somar um total aproximado de 14 mil funcionários. Servidores estes que exercem atividades específicas na área da Educação Pública, tais como o preparo da alimentação escolar, a limpeza e organização das salas de aula, a gestão escolar e outras.
O que este governo petista caolho ignora, é que professores e técnicos em Educação jamais exerceriam a contento as suas funções não fosse a retaguarda que lhes é dada pelos servidores das secretarias, ou as merendeiras, ou o pessoal da limpeza.
Apresentando um plano como esse, está claro que o governo visa apena dividir os servidores, para enfim enfraquecer a categoria. Mas, afinal, o que se poderia esperar de um governo que, em menos de três anos, já se tornou o pior de todos os que já passaram por aqui?
A cultura, aqui entendida como elemento fundamental na construção de todas as sociedades humanas, terá atenção especial no XXX ENEH. Tradicionalmente, as manifestações de arte e cultura têm espaço específico em nossos Encontros após as atividades da programação geral, as chamadas “culturais”.
Nesse ENEH, pretendemos contemplar essa tradição, mas também queremos transcendê-la, incrementando às apresentações musicais esquetes teatrais de cunho reflexivo e apresentações de dança e música da cultura popular cearense, bem como das manifestações artísticas e culturais deslocadas do grande eixo midiático.
E mais! Além dessas apresentações musicais diárias e temáticas, ampliaremos mais ainda as intervenções culturais no decorrer do evento, quais sejam: exposição sobre a história dos trinta anos de ENEH, mostras cinematográficas de curta e longa-metragem, feira de artesanato e oficinas de produção artística. A seguir, as ementas explicativas das intervenções culturais:
Os Estudantes de/na História (1980-2010)– exposição de cartazes, fotos e vídeos dos 30 Encontros Nacionais de Estudantes de História. Material coletado por meio de doações dos sujeitos que vivenciaram estes momentos. Acontecerá durante todos os dias do evento.
Oficinas - atividades que contarão com a presença de facilitadores, serão os espaços de produção artística dos participantes do encontro. Em número de cinco, quais sejam: stencil, fanzine, grafite, batuque e confecção de cartazes e faixas para o ato público.
Mostra de curtas – entre uma atividade e outra que ocorrerão no auditório central, diariamente serão exibidos filmes de curta-metragem cearenses e nacionais.
Cinema com Rapadura (Cineclube) – exibição de longa metragem seguida de momento de discussão com a presença de um facilitador que domine a temática do filme.
Feira de artesanato – exposição e venda de trabalhos de artesãos cearenses previamente cadastrados além de um espaço destinado ao escambo entre os participantes do evento.
Esquetes – terão a temática da atividade que lhe sucederá como norte, e serão quatro ao todo.
Literatura Itinerante – pelas cadeiras do auditório e salas de aula, pelos bancos do campus e do R.U. serão espalhados contos, crônicas e poesias de autores consagrados e desconhecidos do grande público.
Apresentações Artísticas – apresentações de dança e música da nossa cultura popular tradicional e periférica serão intercaladas às apresentações musicais, de acordo com a temática da noite.
Apresentações Musicais – realizadas todas as noites do encontro, serão sete no total e terão as seguintes temáticas:
• 04/09, No Ceará é assim... – a cultura cearense é apresentada, privilegiando apresentações de dança e apresentações musicais de ritmos característicos de nosso estado.
• 05/09, Trinta e poucos anos – apresentação de bandas que toquem músicas inerentes à década de 1980 e traje a rigor por parte dos encontristas.
• 06/09, Noite das Rosas – após esquete que aborde questões inerentes a opressão sofrida pelas mulheres, haverá apresentação de bandas de composição feminina, de preferência no vocal.
• 07/09, Brasil mostra tua cara! – temática a amadurecer.
• 08/09, Noite das Etnias – as duas grandes etnias historicamente oprimidas que compõem o Brasil, negros e indígenas, serão o centro dessa festa. Haverá apresentações de dança e de bandas que tenham os ritmos e estéticas dessas etnias em suas manifestações artísticas.
• 09/09, ENEH Trans: A Noite das Cores – noite dedicada ao respeito à diversidade sexual. Haverá uma peça teatral compacta na qual se exultarão reflexões sobre a diversidade sexual e a opressão que esta sofre. Após isso, decorrerá o concurso ENEH Trans, seguido de apresentação musical.
• 10/09, Babilônia Woodstock – última noite de festa do encontro, terá diferencial de ser iniciada com uma intervenção de cunho teatral que incite reflexões sobre a criminalização das drogas e da pobreza, seguida de apresentações musicais.
E, claro, assim como a programação geral, as atividades culturais também estão sujeitas a alteração.
NOVOS TEMPOS NO CAPE, RENOVAÇÃO E AUTONOMIA, É A PEDAGOGIA MOSTRANDO SUA CARA!!!
ELEIÇÃO CONTOU COM 301 VOTOS (40%) DOS ALUNOS MATRICULADOS, SENDO QUE A CHAPA 2 "RENOVAÇÃO E AUTONOMIA - PEDAGOGIA MOSTRA TUA CARA!!" TEVE 254 VOTOS (84,40% DOS VOTOS) CONTRA APENAS 47 VOTOS (15,60% DO VOTOS).
É A VITÓRIA DE TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA, ACREDITANDO QUE PODEMOS TER UMA REPRESENTATIVIDADE ESTUDANTIL VOLTADA PARA OS INTERESSES DOS ALUNOS E DO FORTALECIMENTO DO CURSO!!!!!!!
AGORA É ARREGAÇAR AS MANGAS QUE TEMOS MUITO TRABALHO PELA FRENTE!!!!!!!!
É PRECISO RENOVAR COM AUTONOMIA!!!!!!!! PEDAGOGIA, MOSTRA TUA CARA!!!!!
* Gabriel P. é um dos novos diretores do CAPE, esse texto me foi repassado na íntegra, apenas publico!
Foi com esse sentimento que lançamos o Blog "SOMOS TODOS EDMILSON" que tem por objetivo expor a história de luta desse sonhador, aguerrido socialista, chamado Edmilson Brito Rodrigues.
Não preciso dizer para os habitantes da capital paraense quem foi Edmilson Rodrigues, porque o povo responde o nome dele quando perguntamos quem foi o maior e melhor prefeito da capital nos últimos tempos. Na história dessa maravilhosa cidade, que me acolheu quando eu ainda era pequeno e onde vivenciei as transformações que ela sofreu com a gestão de Edmilson no "GOVERNO DO POVO" não há dúvidas, é EDMILSON quem faz falta.
Vale lembrar a luta de quem não se rendeu.
Ousou Lutar quando a regra era ceder, por isso OUSA Vencer! Assim foi e continua sendo a vida desse homem, simples como todos, mas grande em seus sonhos e ousadia!
Em 2010 é EDMILSON neles!
Pedro Ivo Castro. diretor do Centro Acadêmico de História - UFPA.
Foi lançado o Blog de Araceli Lemos, Nossa voz! É com enorme carinho que compartilho com vocês esse blog, porque tenho muita admiração por Araceli Lemos e sua luta, como mulher, mãe, historiadora, professora, socialista! Uma mulher de luta! Pedro Castro.
ARACELI, NOSSA VOZ!
Este é um blog destinado a divulgar a luta de Araceli Lemos, excepcional militante da causa socialista no Pará; um espaço criado por admiradores e aberto a contribuições de todos os interessados em comentar sua trajetória em defesa de um projeto alternativo para o Brasil e o Pará. É feito para os que se encantam com o seu carisma, e o brilhantismo e firmeza com que defende suas idéias; aos que reconhecem nela a encarnação de seus anseios e, por isso, pleiteiam seu retorno à vida pública, a uma posição que lhe possibilite ampliar muitas vezes sua presença na luta de nosso povo.
Fidelidade aos interesses populares!
Araceli é assim desde tenra idade; será assim, sempre! Professora da rede pública de ensino em Castanhal, tornou-se a maior dirigente das lutas dos trabalhadores em educação desse município e, mais tarde, coordenadora estadual do SINTEPP e da antiga Intersindical dos Servidores Públicos do Estado, além de fundadora do Fórum Paraense em Defesa da Moradia. Como deputada estadual por duas legislaturas, entre os anos de 1998 e 2006, confirmou outras qualidades incomuns: conduta ilibada no trato do interesse público e fidelidade incondicional aos interesses populares. Foi considerada a melhor deputada estadual pelo Observatório da Cidadania, do FAOR. Araceli continua a mesma mulher e militante exemplar, como presidenta estadual do PSOL, assessora do mandato do Senador José Nery, membro da Comissão de Justiça e Paz (CJP)/ CNBB, apresentadora de programa de rádio e membro da Academia Castanhalense de Letras. Enfim, Araceli é a voz de muitos; é a nossa voz.
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Araceli Lemos é Historiadora, professora da rede pública de ensino e socialista. Foi deputada pelo PT e pelo PSOL, sua história de luta se mistura no dia a dia da luta dos trabalhadores da educação, da juventude, dos historiadores, dos camponeses e de todos que vivem nesse estado e se indignam com massacres feitos pela polícia a mando do governo, ou se revolta com o descaso do poder público para com a população que, inevitavelmente, é obrigada a usar o sistema de saúde, educação, saneamento, segurança, transporte público e tudo quanto é serviço sucateado e atrasado que nossos (des)governos nos oferecem. Araceli é a voz de nosso povo, em busca (e na construção) de um estado mais humano, que respeite os direitos humanos, direitos que Araceli defendeu durante seus mandatos, presidindo a comissão de direitos humanos da assembléia legislativa, um esado em que seus habitantes tenham direito a ter direitos, com justiça social. É para nós, da UFPA e da História um orgulho ter Araceli Lemos na vida política. O nordeste do Pará ganha e o Pará todo ganhará mais uma deputada de luta e ousadia para defender os nossos interesses. Vamos juntos, defender um Pará Melhor!
Pedro Ivo Castro diretor do centro acadêmico de História - UFPA.
sábado, 8 de maio de 2010
Em uma postagem anterior feita no dia 28 de março deste ano, recebia com parabenizações o ex prefeito da capital do Pará, Edmilson Rodrigues, na blogosfera.
Hoje tenho um enorme prazer de anunciar à vocês que FERNANDO CARNEIRO também se integra a esse universo e já está na rede o Blog "Desafios do Pará" de Fernando.
Fernando é Historiador, formado pela USP, foi presidente da CTBEL na gestão de Edmilson Rodrigues no comando do Governo do Povo. Fernando é um dos mais coerentes militantes de esquerda que eu tive a honra de conhecer. Sua vida de luta e de dedicação ao povo lhe garante autonomia para escrever sobre nosso estado, a história de nosso povo e as demandas do estado rico de um povo pobre.
Seja bem vindo, companheiro!
Para ver o Blog "Desafios do Pará", basta clicar na foto acima!
Pedro Ivo Castro. diretor do Centro Acadêmico de História - UFPA.
A discussão sobre a construção da Usina de Belo Monte, na sub-bacia hidrográfica do Rio Xingu, afluente da margem direita do Rio Amazonas não é apenas uma discussão sobre a o atual modelo de geração de energia elétrica em nosso país.
É verdade que a opção preferencial adotada pelo governo brasileiro de energia gerada por hidrelétricas e termelétricas - em detrimento da busca pela eficiência energética e adoção de matrizes energéticas renováveis, revela um modelo anacrônico e ultrapassado que está na contramão das alternativas energéticas pensadas atualmente. Em verdade o projeto todo prevê a instalação de 40 hidrelétricas, só na Amazônia.
Fernando Carneiro é um militante socialista com longa trajetória nos movimentos sociais. É historiador, formado pela Universidade de São Paulo (USP) com licenciatura Plena pela Faculdade de Educação (USP). É Pai de dois filhos, Renan e André.
Fernando Carneiro participou ativamente, ainda na adolescência, do processo de reorganização do movimento estudantil paraense no inicio dos anos 80, destacando-se sua atuação na luta pela “meia passagem”. Em 1983, ainda sob a ditadura militar, foi, ao lado de outras lideranças estudantis, enquadrado na famigerada Lei de Segurança Nacional (LSN), por participar da luta contra a ditadura e por integrar o movimento “Diretas Já”. Julgado por um Tribunal Militar foi absolvido.
FERNANDO CARNEIRO - Do fundo do Baú!
Foi fundador do Partido dos Trabalhadores (PT) e participou do processo de reorganização do Centro Acadêmico de Ciências Sociais na UFPa. Esteve presente nas principais lutas populares durante a fundação da Comissão dos Bairros de Belém (CBB) e da organização da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Em 1987, após o falecimento de seu pai, mudou-se para São Paulo onde militou primeiro no movimento estudantil e depois no movimento sindical através do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP). Ainda em São Paulo trabalhou por 8 anos na Companhia de engenharia de Tráfego (CET).
Voltou para Belém em 1999 e se integrou ao “Governo do Povo”, na então administração de Edmilson Rodrigues desempenhando a função de Presidente da Companhia de Transportes de Belém (CTBEL). Neste período, foi escolhido pelo Fórum Nacional de Secretários de Transporte para representar a entidade na primeira composição do “Conselho Nacional das Cidades”. Integrou também o Conselho Estadual de Trânsito. Em 2005, depois da falência do PT, filia-se ao PSOL onde, desde o primeiro momento, integra a direção estadual do Partido. Atualmente ocupa o cargo de Secretário de Movimentos Sociais na Executiva Estadual do PSOL.
Estou numa saga entre a pedagogia na UEPA e a história na UFPA. O movimento estudantil precisa de nossa contribuição e nós precisamos dar nosso melhor, porém, antes de tudo temos o compromisso social com a Universidade Pública, inclusive como aluno. Valorizar a oportunidade significa estar atento às necessidades pessoais, coletivas, da universidade e da sociedade em que estamos inseridos. Vamos que vamos, que a nossa história apenas começou!
Entrevista ao Diário do Pará - em 14.02.2010 Entrevista de Edmilson Rodrigues.
Primeiro petista a administrar a capital paraense, Edmilson Rodrigues está de volta à cidade depois de cinco anos morando em São Paulo, onde começou -e está a prestes a concluir - o doutorado na área de Geografia Humana. Uma das principais lideranças do PSOL no Estado, Rodrigues não sai candidato desde 2006, quando disputou o governo do Estado. Leia mais...
E ae galera, beleza? A entrevista nem é tão nova, mas tá valendo pelas informações e pela contribuição de nosso ex-prefeito, Edmilson Rodrigues! O mais interessante é ver a reação que o Sr. PUTY teve. Respondeu com tanta agressividade a essa entrevista no seu blog, que só me dá uma possível conlcusão: Não se chuta cachorro morto, ne PUTY?
Bem, no mais o que importa é o povo, vejam no site do diário os comentários do povo de nosso estado sobre EDMILSON, pelo que dizem, "tá valendo mesmo!"
No ano passado a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou os governos de países do Hemisfério Sul para que monitorassem de perto novos surtos de gripe suína. Mesmo consciente da gravidade do problema, o governo brasileiro lavou as mãos e optou por retardar as ações preventivas que ajudassem a conter um novo surto no Brasil. Negligenciou. Com a chegada do inverno e a potencial propagação da gripe que continua assustando e matando pessoas no mundo, resolve anunciar, somente agora, uma campanha nacional de vacinação.
Em dois meses, 70 milhões de brasileiros serão vacinados, é o que pretende o governo. Gestantes, crianças, adultos entre 20 e 39 anos e doentes crônicos serão os alvos. Mas ao que parece, esta será uma obra pela metade, o próprio Ministério da Saúde admite que o objetivo da campanha não é conter o vírus, e sim vacinar as pessoas “mais vulneráveis”, priorizando os chamados “grupos de risco”. Estão excluídos da campanha bebês de até seis meses de idade, jovens de 2 a 20 anos e adultos de 40 a 59 anos. Em outras palavras, significa dizer que, a vacina não chegará para todos os brasileiros.
No Pará, o governo admitiu o novo surto da doença, escalando assim o seu departamento de vigilância à saúde, para declarações surpreendentes a respeito da gripe. Admitiu estarmos vivendo uma segunda onda da doença, e que este é o vírus de maior circulação entre as pessoas. Admitiu que os casos confirmados haviam quadruplicados nas semanas que antecederam a campanha de vacinação e que não haveria vacinas para todos. E quanto aos mortais, sem direitos à vacina que tomassem os cuidados necessários para evitar o contágio. Chega a ser uma chacota com o povo paraense, que sequer conta com a rede de saúde pública para os casos mais comuns. Este é um retrato da destruição da saúde no Brasil e no Pará.
E por quê esta campanha não se estende a toda população? Seriam medidas de economia? Em que bases científicas foram tomadas essa decisão? Na verdade, os governos subestimam a inteligência da população e operam na certeza da impunidade. A exclusão é um absurdo, uma violação de direitos, pois todas as pessoas correm risco sim, seja no transporte, nas escolas, nas creches, nas fábricas e ambientes fechados, seja pela falta de saneamento básico ou mesmo pela falta de informações através de campanhas adequadas e eficazes. Esta decisão não se justifica em hipótese nenhuma. Não admitem a sua própria incompetência e a irresponsabilidade com que tratam a saúde pública.
Lamentável, o governos federal, os governos estaduais e municipais, alinhados com esta política, procuram economizar na saúde da população. A questão é política: falta de prioridade com a saúde da população deste país. Fico furiosa quando penso no quanto pagamos de impostos para sermos tratados com tanto descaso.
Marinor Brito É Ex-Vereadora de Belém, Presidente Municipal do PSOL - Belém/Pa, E é da equipe editorial do Ponto de Pauta.
Palestra proferida no XIX Congresso Estadual do SINTEPP – Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Pará, realizado em outubro de 2009.
Se colocamos em questão o sistema público de ensino, então é procedente que comecemos por uma reflexão sobre o significado de sistema. É possível, sintetizá-lo como sendo um conjunto de elementos dinâmicamente interconectados, de modo a formar um todo organizado e portador de um objetivo geral a ser atingido, o que pressupõe projeto, logo, uma práxis. Nessa perspectiva, o objetivo de um sistema público de ensino de qualidade social com valorização profissional está plenamente justificado do ponto de vista conceitual. Contudo, somente a integração dos elementos que compõem um sistema pode garantir o que podemos definir como sinergia, ou seja, um processo que permite demonstrar o modo de interrelação e integração entre as diversas partes, elementos, aspectos ou dimensões do todo. A análise da sinergia de um determinado sistema permite perceber que as transformações ocorridas em uma das partes influenciará todas as outras, o que é essencial para a consecussão do objetivo projetado. O problema está no fato de o pensamento conservador – que na globalização atual ficou conhecido como “pensamento único” - tender sempre a achar que as partes por si só constituem sistemas capazes de explicar o todo e que as mudanças parciais são suficientes para a melhoria do conjunto das partes. Com isso, inviabiliza a apreensão das determinações que a sociedade – o modo de produção capitalista – exerce sobre todos os territórios, todos os lugares e todas as dimensões da vida; processo que, longe de homogeneizar o mundo o tem tornado mais fragmentado, porque é diferenciado em cada lugar e pelo lugar. Leia mais..
Não posso fazer melhor homenagem e despertar melhor crítica à Brasília! Por uma nova Brasilia, outros "50" em 2010! Pedro Castro - diretor de ensino, pesquisa e extensão do CAHIS - UFPA.
"Outros 50!"
Refrão Brasília outros 50, Brasília outros 50! O que isso realmente representa? De olho no presente, super concentrado Por um futuro bem melhor que o passado Romper é dar basta ao que nos acorrenta Educação a principal ferramenta Liberta, refrigera, acelera a missão Outro Plano bem bolado vem de 'Fora do Avião'
1 Da esquadra de Cabral ao sonho de Dom Bosco Muito suor escorreu do nosso rosto Poucas alegrias, muitas decepções O conceito de Nação desconhecia corações
2 Sempre aguerridos, empurrados das encostas Perseguidos, agredidos, chibatadas nas costas Bravos Brasileiros, errantes Bandeirantes
Essa versão da história nunca foi cantada antes
3 Na corrida pelo ouro estupros e mutilações Os heróis tão exaltados, descobri, são os vilões Vamos, sejamos francos! A saga de Brasília até aqui difere quanto?
4 No Planalto Central vive-se uma epopeia Na Cidade Livre escreve-se a odisseia História sem a garantia de final feliz A Capital da Esperança principal atriz
Refrão Brasília outros 50, Brasília outros 50! O que isso realmente representa? De olho no presente, super concentrado Por um futuro bem melhor que o passado Romper é dar basta ao que nos acorrenta Educação a principal ferramenta Liberta, refrigera, acelera a missão Outro Plano bem bolado vem de 'Fora do Avião'
Brasília, Outros 50! - 2ª Parte 60.000 mil Guerreiros trabalhando febrilmente Sob olhar de Arquitetos e do próprio Presidente O Novo Eldorado dia a dia sendo erguido Calendário rigoroso deveria ser cumprido
2 Eram anos 60, Che líder Cubano Pensamento que assustava o Bloco Americano A consequência veio bem cruel, devastadora Canhões nas ruas, linha dura, força repressora
3 A Capital calada, a arte, o livro, a imprensa, a fala Xambioá refúgio da Guerrilha do Araguaia O Brasil resiste não se curva à mordaça Na UnB a 'Veraneio Vascaína' caça
4 Música, amor e raça, abaixo a repressão Canção, politizado refrão, rebelião Durou 21 anos, resistência e vitória Brasília foi cenário, mesmo nova tem história
Refrão Brasília outros 50, Brasília outros 50! O que isso realmente representa? De olho no presente, super concentrado Por um futuro bem melhor que o passado Romper é dar basta ao que nos acorrenta Educação a principal ferramenta Liberta, refrigera, acelera a missão Outro Plano bem bolado vem de 'Fora do Avião'
Brasília, outros 50! - 3ª Parte O rock, o hip hop inovam os traços da cidade Uma legião urbana se identifica, multiplica, aplaude Em 90 tem estreia: eleições diretas Satélites brotam gigantescas, incompletas
2 A GEB na Pacheco, PM na Novacap Chegaram atirando os autores dos massacres Ponte JK, Metrô, faturas nas alturas O acabamento consumiu bem mais que as estruturas
3 O Santuário dos Pajés, a plantação silvestre A especulação derruba pra erguer o Noroeste A cor da pele é o tema, na audiência a cena O senador falou que a mãe do negro é que é o problema
4 Quase três milhões pelo DF e Entorno Gente resistente a propina e suborno Levantamos paredes, sofremos nos canteiros Candangos construíram o lar dos Pioneiros
5 Brasília obra épica, Portinari retratou nos quadros Retirantes deram vida ao infinito descampado Esforço supremo, sufoco, pouco recompensados Cômodos alugados, locais afastados
6 Distantes do Lago, da Catedral, Eixo Monumental Sem Cinema, Teatro, Recesso, Apoio cultural Sim, o passe ivre é direito fundamental O país que agita na bandeira ordem e progresso Grita: Um basta às regalias do Congresso
Refrão Brasília outros 50, Brasília outros 50! O que isso realmente representa? De olho no presente, super concentrado Por um futuro bem melhor que o passado Romper é dar basta ao que nos acorrenta Educação a principal ferramenta Liberta, refrigera, acelera a missão Outro Plano bem bolado vem de 'Fora do Avião'
Ficha Técnica Letra: GOG Produzido por: Samuel Mota e Leozitobeats Arranjos: Samuel Mota Baixo: Rafael Cruz (Tico) Scratches: DJ A Participação Especial: Ellen Oléria Coral: Igor Cabral, Marcos Pagani e Felipe Grillo Técnico de Gravação: Felipe Grillo Técnico de Mixagem: Samuel Mota Técnico de Masterização: Marcos Pagani Direção Artística: GOG e Richelmy Oliveira Direção Geral: GOG Organização de Projetos: Eduardo Bustamante(PESO) Contato: www.gograpnacional.com.br
O rapper GOG (iniciais de Genival Oliveira Gonçalves), 45, nasceu em Brasília e tem 10 discos gravados
Onde estão nossos miseráveis? Segundo dados oficiais o Pará tem hoje cerca de 2,1 milhões de seres humanos vivendo abaixo da linha de miséria. Quase um a cada três paraenses. Você sabe onde eles estão? Muitos haverão de ser invisíveis aos olhos de quem está acostumado a viver em um mundo de exclusões. Muitos não são vistos e por essa razão estão quase mortos.
Mas mortos de verdade estão os 512 mil brasileiros assassinados no período de 1997 a 2007. Isso mesmo, mais de meio milhão de pessoas assassinadas em 10 anos. A maioria jovens meninos entre 15 a 24 anos. Boa parte negros, pois em 2002 morriam, vítimas de homicídio, 46% mais negros do que brancos. Já em 2007, apenas cinco anos depois, essa proporção se elevou para 108%.
No Pará, no mesmo período de 1997 a 2007, a taxa de homicídios aumentou 195%, o que fez com que pulássemos da 20ª para a 7ª colocação entre o ranking dos estados mais violentos. Entre as 15 cidades mais violentas temos duas: Marabá e Tailândia, sendo que esta ocupa o nada desejado posto de 3ª cidade mais violenta do país.
Miséria e violência andam juntas. Não precisa ser um cientista político ou sociólogo pra saber disso, mas estes números além de serem menosprezados ou escondidos pela propaganda oficial são ofuscados, entre outras coisas, pelo gasto de dinheiro público para fazer propaganda de uma empreitada privada: a construção de uma siderúrgica em Marabá pela Vale. Uma empresa que em muitos aspectos se configura como um estado dentro do estado.
Ao governo estadual, a quem cabe a obrigação de ver toda a população, os mortos e miseráveis são invisíveis. Neste caso, contrariando Saint Exupéry em seu antológico “O pequeno príncipe”, o essencial não é invisível aos olhos. E só vê bem com o coração, quem ainda se indigna diante de tanta iniqüidade.
Mudar esse mundo é preciso. Não dá mais para conviver com hipocrisias e mentiras oficiais, não dá mais para ouvir autoridades afirmarem que a culpa das mortes no desabamento do “morro do bumba”, em Niterói, é da população pobre que “resolveu morar” lá, como se tivessem opção de morar numa suíte na Viera Souto. Por isso revoltar-se é inadiável. Precisamos ver, precisamos não morrer, precisamos da luta.
Abril 2010
Fernando Carneiro é Historiador, membro da equipe editorial do Ponto de Pauta e pré candidato do PSOL ao Governo do Pará.
O sol sobre as cercas e o cerco já estava decidido. 17 de abril de 1996. As tenazes se fechando enquanto bandeiras desfraldadas ondulavam, inocentes de que em poucas horas seriam farrapos em meio à carnificina. A voz majestática ainda ressoa: "Desocupem. De qualquer maneira. Isto é uma ordem". De qualquer maneira, a qualquer preço, custe o que custar. E custou. Custou 19 vidas e sangue, muito sangue a empapar aquele trecho perdido da PA-150. Quando a tarde estava para cair, 17 horas, e o lusco-fusco já se insinuava, ouviram-se os primeiros tiros de fuzil. Bombas. Fumaça. Terçados, foices, paus e pedras. É a guerra? Não, está mais para um abatedouro de seres humanos, dessangrados ali mesmo, com os golpes e tiros de misericórdia sendo desferidos em meio à algaravia de impropérios e insultos que os fardados despejavam sobre os camponeses já rendidos. Muitos foram executados a sangue frio,sem piedade. À bala ou à faca, o serviço deveria ser feito. Custe o que custar. De qualquer maneira. Essa era a ordem. Eldorado, Eldorado, teus gritos de pavor são trazidos pelo vento da memória. O cheiro de morte ainda pode ser sentido. Está lá, entre as 19 castanheiras fincadas em lembrança dos caídos. Mas está aqui, em qualquer lugar, nesse imenso território onde a injustiça e a impunidade são o pão nosso de cada dia.
O Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Pará está em vésperas de eleição para a sua nova diretoria. Não estranho, começamos a ouvir os rumores, pelos corredores, passarelas e blocos de salas de aula, a respeito dessa próxima baderna (ou processo) eleitoral no nosso instituto. Isso porque de promessas a nova gestão estará cheia, já que cada grupo provavel de lançar candidato trará sua listinha de propaganda furada e propostas.
Os estudantes estão há muito tempo esperando o mínimo, fazer parte de uma universidade que os respeite. Começando pelas práticas políticas dos mesmos gestores. Até para realização de encontros acadêmicos, que os próprios estudantes têm que organizar, porque não há a iniciativa de nossos ilustres gestores, que alegam (sempre) a falta de recursos, não contamos com a aprovação dos mesmos que sempre acreditam que "estudante so serve para dar prejuízo ao patrimônio público". Uma vergonha!
Outra questão que só não tira o sono dos veteranos e professores, porque já estamos, absurdamente, acostumados com o descaso do poder público para com a comunidade acadêmia, mas que ainda assusta calour@s diariamente é a (falta de) infra-estrutura, que simplesmente inexiste. Segundo o Prof. Dr Mauro Coelho, atual diretor da Faculdade de História, nossos pavilhões de sala de aula foram construídos "provisóriamente" na década de 70, do século passado. A veracidade dessa informação eu não tenho como saber, mas temos, todos nós que passamos por aqueles corredores diariamente, a certeza de que não há nada de novo alí.
Bebedouros enferrujados e sem funcionamento; lampadas queimadas; falta de carteiras para os estudantes; falta de salas de aula, que estão com divisórias de PVC o que faz com que todas as turmas oçam o que as outras estão fazendo; falta de recursos de mídia como projetores, computadores, televisores e aparelhos de DVD, tudo falta! Mas as promessas de que na próxima gestão os estudantes serão contemplados sempre existe! Soube ainda que, com a possível reforma do laboratório de história na UFPA, a graduação terá ainda menos espaço para utilização do mesmo. E faltam professores, e falta material e falta tudo!
Tá na hora de dar um basta nesse descaso! Se não pelo todo, ao menos pelo imprescindível para a normalidade dos trabalhos diários da academia.
Queremos sala de aula!
Queremos carteiras!
Queremos nossas centrais de ar! Queremos professores! Queremos recursos didáticos! Queremos ter direito a ter direito na UFPA!
Roberto Filho/AgNews - Divulgação / TVGlobo Jean Wyllys e Marcelo Dourado
Jean Wyllys criticou Marcelo Dourado em seu blog, no Bloglog. O escritor, vencedor da quinta edição do Big Brother Brasil, publicou texto entitulado "Autoridade dourada e facista" em que afirma que o sucesso do ex-lutador demostra um "apelo misterioso junto às massas", além de ameaçar, de certa forma, os valores tradicionais da sociedade brasileira.
"É como se o fato de o programa abrigar um 'sapatão', uma drag queen e uma 'bicha' andrógina pós-adolescente, bem como uma desinibida dançarina de boate, uma policial militar boquirrota e que se diz sexualmente desenfreada e um judeu editor de pornografia; é como se o fato de o programa abrigar essa fauna diversa ameaçasse os valores morais das audiências heterossexuais e zelosas da família tradicional; como se derrubasse suas certezas e mergulhasse suas vidas interiores num caos".
Ele acredita que o sucesso de Dourado reflete a opinião do público do BBB e afirma que ele atrai mulheres e, especialmente, jovens. Além disso, Jean é enfático ao dizer que o carisma do brother faz com que o que diz seja aceito pelos telespectadores.
"Dourado tem as características daquele "ridículo tirano" a que Caetano Veloso se refere na letra de 'Podres poderes', ou seja, é tirano, mas, é passível de provocar riso".
Jean diz ainda que está ligado em tudo o que o participante declara e que não se deixa enganar. "Como eu sei que todo líder fascista é auto-interessado, eu não me deixei seduzir pelos elogios de Dourado à minha pessoa, afinal, ele sabe que eu gozo de alguma popularidade e prestígio, logo, não me criticaria abertamente; ao contrário, principalmente quando há um milhão e meio de reais em jogo".
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Quanto a mim, Pedro Castro, fica a reafirmação de que não sou o único que acha o Dourado um Machista, Homofóbico, agressivo, violento e que traz em seu histórico traços do nazi-facismo!
Enfim!!!
Agora sim, pretendo parar de postar sobre o DOURADO e o projeto reacionário da Rede Globo com o BBB10, porém, me sinto na obrigação de explicar para alguns amigos leitores do meu blog que vieram me perguntar o porque de "ter fugido do foco do meu blog com essas postagens do BBB". Na verdade não é que eu tenha fugido do meu foco. Como disse em meu perfil, sou militante socialista e defendo um projeto onde o respeito à diversidade e a justiça social sejam realidades efetivas na vida e no cotidiano do povo para que assim construamos um mundo melhor, esse processo, contudo, é uma construção que as vezes passa pela denuncia das mazelas sociais, morais, politicas e culturais. Creio que Dourado seja símbolo, no BBB10, dessa falta de respeito social, prestando, portanto, um des-serviço à população brasileira. Em outras palavras, Dourado e mais específicamente suas práticas precisam ser denunciadas, não podemos conviver com esse tipo de postura e "normalizar" esses discursos em nosso cotidiano, caso contrário, tentarão justificar em breve a morte de indígenas, de homossexuais, de mulheres, de negros, de pobres e de todos os segmentos discriminados social e culturalmente por um simples discurso de limpeza étnica no país, como o nazi-facismo se propos a fazer um dia na história do mundo. Portanto, caros amigos, não fugi do meu foco, que é debater assuntos políticos e o diálogo com a juventude lutadora, pelo contrário, estive junto de milhares de pessoas no mundo nesse debate contra as opressões e continuarei a fazer quantas vezes necessário for, pois não me canso de nossa luta cotidiana, afinal, "os sonhos não envelhecem!"
Não é meu objetivo escrever sobre temas como o BBB, programa da REDE GLOBO, nesse Blog. Porém, preciso, ou melhor, necessito escrever sobre o fato da saida da "CACAU" nessa terça-feira, dia 02/03/2010. O que de fato está por tras dessa eliminação??? Qual o papel da gangue que Dourado tem nesse processo?
Dourado, um criminoso sim, porque assumir e defender a sua discriminação, seu preconceito é um ato criminoso. Pior, é ele fazer apologia ao nazismo, porque independente de todas das DESCULPAS para a divulgação, propaganda e defesa do nazismo neste país é crime e ninguem pode fazer vistas grossas à essa violação de nossas leis.
Existem grupos tentando reproduzir toda a herança que um delinquente mundial chamado Adolf Hitler deixou na história. Matando ou reproduzindo a propaganda nazista, esses grupos neo-nazistas estão cometendo crimes contra a humanidade, contra a memória de milhares e de milhões de pessoas que morreram por causa dessa doutrina assassina e doentia. É por isso que é proibido pelas nossas leis e pela ética e moral, em respeito a vida humana, fazer apologia a essa instituição criminosa. O que Marcelo Dourado faz é isso, é desrespeitar a vida humana em sua plenitude.
Os direitos humanos, pelo menos para esse homem, não tem valor algum. Assume que bater em mulher é normal (e apologia a violencia é crime, hein?!), diz que daria "surra" em pessoa "A" ou "B" e pior, a sua insistência em apresentar a "normalização" da sua homofobia está enraizando no povo brasileiro a mesma sensação de que ser HOMOFÓBICO é ser NORMAL. Isso é um absurdo!
Esse doente chegou a dizer que "hétero não pega aids", e completou dizendo que falou com seus médicos que afirmaram que somente gay transando sem camisinha é que pega aids. Tamanha barbárie, tamanha delinquencia e tamanha demencia! Esse projeto falido de ser humano precisa ser internado, isolado do convívio social, ele é perigoso para a ordem social. Suas afirmações nesse programa que, infelizmente, é formador de opinião ajudam a "emburrecer" nossa população.
O que sua gangue do lado de fora do programa faz eu não sei, também não sei se a Globo não tem interesse em manipular esses resultados. Não consigo compreender como um cara se mantem na casa dos 11% sempre, mesmo com um consórcio de empresários oferecendo mais de 50.000 reais para ele sair da casa. O povo brasileiro, as organizações dos direitos humanos, entidades de defesa da diversidade sexual, entidades representativas do povo judeu e o público minimamente esclarecido no mundo todo está vendo essa vergonha. A VERGONHA QUE O BRASIL TÁ PASSANDO POR CAUSA DO DOURADO NÃO TEM IGUAL. ESTAMOS FAZENDO APOLOGIA AO NAZISMO, À HOMOFOBIA, Á AGRESSÃO FÍSICA, À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, e a GLOBO não faz nada, porque isso lhe dá audiência. Quem defende Dourado é cúmplice nessa série de crimes que esse cidadão falsificado está cometendo na casa!
O povo brasileiro está revoltado! Ele é mais votado sempre e nunca sai, sua família acha lindo o que ele está fazendo, deve ser uma corja de nazistas imundos!
FORA DOURADO!!!
Pela liberdade sexual, pela integridade da pessoa humana e pelo direito de ser mulher e viver em uma sociedade livre! Abaixo Homofobia! Abaixo Machismo! Abaixo o Neo-nazismo!
"ALÔ, ALÔ, ALÔ PAPAI. ALÔ MAMÃE. PÕE A VITROLA PRA TOCAR, PODE SOLTAR FOGUETES, QUE EU PASSEI NO VESTIBULAR!!!"
Foi regado com muita emoção que quase 6000 novos alunos da maior Universidade Federal do país, a UFPA, ouviram seus nomes no listão de aprovados 2010. Quanta alegria nas ruas da capital e interior. Carros, businas, carreatas, ovos, trigo, e outros, nas festas nas portas dos colégios, casas e ruas interditadas pelos alunos aprovados e amigos, depois de um ano inteiro, outros até mais de um ano, estudando muito, deixando de ir à festas e eventos lúdicos para se dedicar ao estudo e preparo para enfrentar a maratona do vestibular. Passaram!
Agora, ainda vivendo a emoção única que é esse resultado, vem a parte mais exigente. Ser aluno de uma universidade pública é complicado, exige paciencia, responsabilidade, mas principalmente, organização e muita luta! Nossas Universidades estão carentes de investimentos, no acervo de bibliotecas faltam livros importantes nas estantes das áreas afins de nossos cursos. Nossos professores, funcionários das faculdades, e outros recebem mal e temos que conviver diariamente com o desrespeito de uns para com os alunos e do poder público para com a categoria de trabalhadores públicos. Na UFPA e em muitas outras universidades, segurança é um problema, a falta de prioridade para as vidas humanas muitas vezes é condicionante de assaltos, tentativas de abusos sexuais e até assassinatos envolvendo os alunos, professores e trabalhadores de nossas faculdades. É absurdo, também, a falta de bolsas de iniciação científica ou a falta de investimento na assistencia estudantil. Na UFPA, o restaurante universitário (RU) não funciona a noite e as secretarias da maioria absoluta dos cursos também não. As mães e pais alunos ou professores não tem creche universitária, e não temos moradia estudantil suficiente para atender as nossas demandas, ônibus para circular nela também não, o que obriga os alunos a seguirem em caminhada dentro de um campus que ocupa territórios de dois dos maiores bairros da capital, e mais perigosos segundo dados da secretaria de segurança pública, o que em nossa opinião reflete ainda mais o descaso do poder público com as necessidades reais do povo, afinal, segurança pública não é responsável por grande parte dessa situação, mas as problemáticas sociais são. Ainda assim, os burocratas da universidade investem dia e noite suas forças e planos para diminuir ainda mais o poder de organização dos estudantes e nossa autonomia no movimento estudantil afim de nos isolarmos em nossos meio e não conseguirmos avanças nas pautas e reivindicações tão importantes para a melhoria das condições de vida e de estudo.
Ousar Lutar é preciso, e é por isso que o Centro Acadêmico de História da Universidade Federal do Pará tem orgulho de receber seus novos integrantes, 50 calouros da UFPA, com uma calorosa festa, uma semana de atividades político-acadêmicas e dizer que não basta viver, é preciso sonhar e mesmo assim, não basta só sonhar, é preciso lutar e muito!
Ousar Lutar, quando a regra é ceder! Ousar Lutar! Ousar Vencer!
Pedro Ivo Carvalho de Castro. Diretor de Ensino, Pesquisa e Extensão do CAHIS - UFPA. "HISTÓRIA EM AÇÃO. Quem ousa, constrói o amanhã!"
PS.: Dentre muitos abraços que dei ontem nos amigos que estavam no terceiro ano ou convênio e nos que eu não pude dar o abraço quando passei, mas dei ontem, depois de um ano de cursinho e também os que não pude ver ontem, coloco a foto do Enan, parceiro que me deu um abraço quando eu passei e eu disse que esse ano eu o abraçaria e por uma vontade do destino eu passei ao seu lado no momento que soube que tinha sido aprovado e pude lhe dar um abraço que eu queria retribuir desde o ano anterior, saúdo na pessoa do Enan à todos os outos. Parabéns! Todos merecem!
Está na rede o BLOG do Professor Universitário, Historiador e Doutor em Ciências Sociais, Márcio Couto Henrique. O BLOG tem como título "O passado é um país estrangeiro" de HARTLEY apud ROWLAND, Robert (1997) e aborda temas relacionados à História, ao ensino de História e a Cultura. É bem a cara do irreverente professor!
Professor Márcio Couto, como é mais conhecido na Universidade Federal do Pará, possui vastíssimo curriculo e já foi professor de ensino fundamental à diretor de museu, hoje é professor exclusivo da UFPA. Pesquisando História e Antropologia, o autor publicou em 2009 pela EDUERJ o Livro "UM TOQUE DE VOYEURISMO. O diário íntimo de Couto de Magalhães (1880-1887)" que já é relativamente conhecido. Vale a pena conferir viu???
Desde o ano de 2009 o Professor também coordena o Projeto de extensão "Quintas de História e Educação" onde trabalha temas relevantes para historiadores e professores de história em geral. Já participei de alguns encontros do projeto e confesso que fico impressionado a cada encontro! Atenção, Atenção estudantes de HISTÓRIA, não é exclusivo para alunos da UFPA, viu?!
O endereço do Blog é: www.marciocoutohenrique.blogspot.com .
Deem uma olhadinha e digam se não vale apena indicar para outros amigos.
Abraços à todos,
Pedro Castro
PS.: Segue abaixo a capa do livro de Marcio Couto.
Nesta semana o Valor Econômico publicou artigo assinado pelo jornalista Luciano Máximo sobre o PROUNI. Comentarei o tema na semana que vem, mas me chamou especial atenção ao trecho que reproduz posicionamento do estudante André Vitral, dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE), que afirmou: "O certo seria ampliar as vagas nas universidades públicas, mas não há capacidade, enquanto as privadas têm capacidade ociosa."
O governo federal divulga insistentemente que “nunca antes no Brasil” se investiu tanto no Ensino Superior Público e nunca se aumentou tanto o número de vagas federais como no atual governo. Nas entrelinhas da fala do dirigente da UNE está implícita uma concordância com esta mensagem e uma justificativa para que o governo priorize a ocupação de vagas “ociosas” nas instituições particulares, pois a ampliação de vagas nas instituições públicas esbarraria na falta de capacidade. Não sei se a fala do representante da UNE foi truncada (pelo menos não li nenhum desmentido).
Considero que seria muito útil para o dirigente da UNE e para todos os que se preocupam com o acesso ao ensino superior, uma atenta leitura no documento produzido pelo INEP (órgão insuspeito e governamental) intitulado RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2008 (DADOS PRELIMINARES) . Está disponível no portal da instituição.
Dentre as várias informações destaco algumas que julgo relevante:
1. A participação pública no total de matrículas no ensino superior não melhorou no atual governo. As vagas federais cresceram nominalmente, mas a sua participação caiu de 30,2% em 2002 para apenas 25,1% em 2008 (dado mais recente, pois as informações de 2009 ainda estão sendo coletadas pelo INEP).
2. A participação privada cresceu de 69,8% para 74,9% no mesmo período. Certamente o PROUNI ajudou neste desempenho.
3. A existência de vagas ociosas é um fenômeno de grandes proporções na rede privada. Em 2002 existiam 553.084 mil vagas ociosas. O ano de 2008 fechou com 1 milhão 442 mil e 593 vagas nesta categoria. Este fenômeno acontece na rede federal também, mas em menor proporção: passou de 1705 em 2002 para 7387 em 2008.
4. É interessante ver que no ano de implantação do PROUNI é onde encontramos o menor crescimento das vagas ociosas na rede privada (1,8% de 2005 sobre 2004). A taxa de crescimento de vagas ociosas antes do PROUNI era maior que 30% e hoje gira em torno de 10%.
Recordo que a UNE e as demais entidades da sociedade civil lutaram (e espero que ainda lute) para que constasse do Plano Nacional de Educação uma meta de crescimento percentual da participação pública no total de matrículas no ensino superior. Este percentual deveria chegar a 40% em 2011. O texto era o seguinte:
"2. Ampliar a oferta de ensino público de modo a assegurar uma proporção nunca inferior a 40% do total das vagas, prevendo inclusive a parceria da União com os Estados na criação de novos estabelecimentos de educação superior."
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vetou e o atual presidente Luis Inácio Lula não moveu uma palha para rever. Os resultados do gráfico explicam bem esta postura, pois neste ritmo chegaremos em situação pior do que há 10 anos atrás.
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) no Pará lamentou a morte do presidente estadual do Partido Comunista do Brasil (PC do B), Neuton Miranda ocorrida na noite do último sábado, 20. Ele morreu aos 61 anos no município de Belterra, no oeste do Estado, vítima de um infarto fulminante.
Neuton era o superintendente regional da União no Pará (SPU) e estava em Belterra a trabalho. Uma das principais atribuições do órgão é a regularização das terras de marinha, onde vive grande parte da população ribeirinha do Estado.
Em nota, assinada pela presidenta estadual do PSOL, Araceli Lemos, pelo senador José Nery, pelo ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues e pela presidenta municipal do PSOL em Belém, Marinor Brito, o partido manifesta profunda consternação pela morte de Neuton.
“Transmitimos em nome da militância do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), no Pará, nossos votos de sincero pesar diante desta enorme perda. A política no Pará fica mais pobre e a luta das classes trabalhadoras perde um de seus mais dedicados baluartes”.
Para o PSOL, a trajetória de Neuton foi marcada pela coerência, firmeza de propósitos, lealdade aos aliados e seguirá como referência para animar atuais e futuras gerações de lutadores e de lutadoras. “Que sigamos batalhando por um mundo de justiça e liberdade, melhor homenagem que se pode prestar a um militante da estirpe de Neuton Miranda”, finaliza a nota.
Aletheia Vieira/Assessora de Imprensa do senador José Nery Foto: Jornal Amazônia
É com enorme pesar que escrevo essa nota de falecimento do Comunista Neuton Miranda, presidente do PCdoB no estado do Pará.
Neuton era um camarada importante para história de nosso estado e de nosso país. Sem aprofundar muito na sua biografia, destaco a sua militância durante a ditadura militar no Brasil, onde foi perseguido e preso. Foi deputado estadual e ocupou cargos importantes em orgãos publicos, em especial os de habitação, área em que militou com entusiasmo pelo direito do povo, e onde também contribuiu e muito para a construção e sucesso do GOVERNO DO POVO, na gestão de Edmilson Rodrigues, em Belém do Pará.
Como não poderia ser diferente, seu partido, familiares e amigos sentem muito a sua ausência, Neuton deixa seu legado de luta e ousadia nos momentos mais difíceis de sua história. Independente de todas as nossas divergências políticas, eu no PSOL e ele no PCdoB, partidos que divergem programaticamente, inclusive, não tenho como deixar de sentir a partida desse lutador social.
Não cabe agora apontar momentos da trajetória de Neuton, cabe-nos apenas dizer que os sonhos não envelhecem e Neuton não morrerá jamais, porque os comunistas, camaradas , do PCdoB ou não, continuarão a defender um estado, um país e um mundo melhor. E nós do PSOL também estaremos prontos para a luta sempre, como ele deu exemplo muitas veszes. Como disse Pedro Fonteles, líder estudantil do curso de História em uma Faculdade do Pará, "Não estamos de luto, estamos na luta!"
Neuton Miranda se preparava para ser candidato à Deputado Federal pelo PCdoB no Pará . Deixa uma filha e esposa, a professora da Faculdade de História da Universidade Federal do Pará, Leila Mourão.
Que ousemos mais, como ele ousou na ditadura e jamais nos deixemos envolver pelo poder que corrompe.
Neuton Miranda - PRESENTE! Neuton Miranda - PRESENTE! Neuton Miranda - PRESENTE!
PEDRO IVO CARVALHO DE CASTRO
DIRETOR DO CENTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA DA UFPA. CAHIS - UFPA. "HISTÓRIA EM AÇÃO. Quem ousa, constrói o amanhã!"
P.S.: Nossos profundos sentimentos, em nome do Centro Acadêmico de História da UFPA, à Professora Leila Mourão, esposa do Comunista.
Nada de somente PT, PSDB ou PMDB. No futuro, eleitores mais à direita poderão votar no Movimento Integralista Brasileiro (MIB) os que preferem a esquerda terão a possibilidade de optar pela Liga Bolchevique Internacionalista (LBI) ou pelo Partido Comunista Revolucionário (PCR). Os de espírito mais alternativo poderão depositar suas esperanças no Partido Pirata. Se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovar a fundação das novas legendas, o Brasil pode chegar a 58 partidos ante os 27 que existem atualmente. Trinta e uma novas agremiações aguardam a oportunidade de se tornar partidos.
A questão, para o eleitor, será descobrir quem, dentro dessa sopa de letrinhas, tem propósitos de realmente representar setores da sociedade. E quem pretende apenas vender seu espaço na TV e no rádio para partidos maiores ou se tornar “língua de aluguel”, encarregando-se de atacar rivais na defesa de interesses de terceiros, em troca de cargos ou dinheiro.
Os cientistas políticos demonstram inconformismo diante da ideia de fundar novos partidos. “Isso confunde mais ainda o eleitor. Hoje, já temos um número exagerado de legendas, o que distorce o debate eleitoral e dá margem para todo tipo de negociações espúrias”, argumenta o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marco Antonio Teixeira.
O conselheiro político do Movimento Voto Consciente, Humberto Dantas, concorda com Teixeira. “Do ponto de vista puro, parece lógico que a sociedade seja representada nos partidos, na prática não é isso que ocorre. Muitos surgem para reforçar o fisiologismo e a partilha de recursos do Fundo Partidário”, critica.
Os novos partidos que venham a conseguir registro terão direito a dividir uma média anual de R$ 140 milhões do Fundo Partidário - dinheiro que é repassado às legendas - e dispor de cerca de 5 minutos de TV e rádio por semestre para explicar suas propostas. Não é fácil, entretanto, conseguir o aval do TSE. Além de ter de montar um grupo de 101 pessoas que integrarão o futuro partido, as legendas precisam obter cerca de 468 mil assinaturas de apoiadores espalhados por, pelo menos, nove Estados da Federação de forma que demonstrem caráter nacional. É exatamente nesse ponto - que exige gastos de somas consideráveis de dinheiro - que os partidos patinam.
“Esse é o principal obstáculo. Em geral, quando chegam nesse ponto, os novos partidos não avançam. Muitos acabam optando por se juntar em dois ou três para conseguir as assinaturas”, explica o advogado Marcelo Augusto Melo Rosa de Sousa, vice-presidente da comissão de direito político-eleitoral da OAB-SP e especialista em legislação eleitoral.