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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Homofobia no Brasil - perfil de vítimas e agressores!



E tem gente que diz que o movimento LGBT quer proibir a liberdade de expressão do cidadão de bem(geralmente homem,hétero e branco) de ter o direito de "sentir nojo de gays" e não concordar que eles se casem no civil entre outras reclamações bizarras.


"Homens, gays, negros, entre 15 e 29 anos, agredidos dentro de casa por familiares e vizinhos. Esse é o perfil da maioria das vítimas de homofobia no país.

Por dia são feitas 19 denúncias de violência motivadas por homofobia, segundo relatório da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência. É primeira vez que o governo divulga dados oficiais sobre o tema.

O estudo usou dados coletados em 2011 pelo Disque 100, que recebe e verifica relatos de violações dos direitos humanos, somados a registros da ouvidoria do SUS, da Secretaria de Políticas para Mulheres e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação.

Ao todo, foram registradas 6.809 denúncias. Em 62% dos casos o suspeito era conhecido da vítima -familiares e vizinhos respondiam por mais da metade das agressões.

Os registros de violência supostamente cometida por desconhecidos foi de cerca de um terço do total. Em 9% dos casos, o suspeito não teve a identidade informada. Grande parte das agressões ocorreu na casa da vítima (42%). A rua foi palco de 31% dos casos informados.

O estudo ainda traça um perfil dos suspeitos: 40% é homem, heterossexual e tem de 15 a 29 anos.

Isso mostra que os jovens são as maiores vítimas e também os maiores agressores", diz Gustavo Bernardes, coordenador de direitos LGBT da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

Ele crê que o número de agressões seja maior porque nem todos denunciam. A denúncia predominante foi de violência psicológica (42,5%), como humilhações e ameaças, seguida de discriminação (22%) e de violência física (16%). A maioria aponta mais de um agressor.

Para a presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB, Maria Berenice Dias, a ausência de uma lei que criminalize a homofobia faz a maioria das denúncias ficar impune. "Acaba condenando à invisibilidade todas essas agressões", afirma."

No Rio de Janeiro as elites tem medo das pesquisas... Fechamos com Freixo 50!


Autoria de 
Israel Dutra Dutra


  • Duas ou três coisas sobre a primeira pesquisa no Rio de Janeiro

    Foi divulgada a primeira pesquisa eleitoral para a prefeitura municipal do Rio de Janeiro. Parte de uma rodada nacional de enquetes, o Instituto Datafolha publicou os números acerca do Rio de Janeiro. Após um estranho silêncio de vários institutos [ a última pesquisa tinha sido divulgada em dezembro de 2011], enfim, temos uma primeira sondagem de opinião, passados quinze dias do começo da campanha. Antes de mais nada, julgo necessário estabelecer um critério objetivo para as análises deste tipo de pesquisa, tão importantes no atual modelo eleitoral brasileiro. Brizola dizia com todas as letras que não confiava em pesquisas, tornando-se um emblema das manipulações escondidas na suposta exatidão dos dados. Por outro lado, seria uma postura casuísta acreditar nas pesquisas favoráveis a nossos candidatos e desmerecer, simplesmente, as que indicam cenários ruins. Dito isso, penso que as pesquisas devem ser encaradas como uma “fotografia”, muito particular do momento eleitoral, que guarda sempre níveis de distorção- a própria distorção é anunciada em critérios de margem de erro e intervalo de confiança, do ponto de vista estatístico. O tamanho da “distorção” também pode ser medido com a tradição e o nível de relação com os interesses das elites locais que o instituto carrega. No caso brasileiro, lamentavelmente, a história de manipulações não é pouca. Para além disso, a presente pesquisa do Datafolha , apresenta um cenário razoável, até certo ponto, crível. Dentro deste espaço, temos que vincular alguns dados, mais expressivos, para sacarmos conclusões sobre a primeira fotografia da disputa eleitoral.

    O que diz a pesquisa eleitoral? 

    A pesquisa apresenta o seguinte cenário do ponto de vista das respostas estimuladas:

    Paes 54%; Freixo10%; Rodrigo Maia 6%; Otavio Leite 4; Demais candidatos[Aspásia, Cyro, Antonio, Siqueira] 1% cada um. As intenções de votos Nulos/Brancos/Nenhum somam 14%; entre os que não sabem definir-se ou não responderam temos 8%.
    Os números que mais chamam a atenção, contudo, são os que dizem respeito à rejeição e ao nível de conhecimento dos eleitores sobre os candidatos. 
    No quesito "rejeição", Rodrigo lidera com 31%, seguido de Paes[ 20%] e Otávio Leite [16%]. Isso contrasta com os índices de Freixo: apenas 9% do eleitorado rejeitam seu nome como candidato. 
    O outro elemento que deve ser destacado é o fato de que, ao contrário de Paes, conhecido por 99% do eleitorado, por óbvio, Marcelo Freixo é conhecido por metade deste número: apenas 50%! 
    Isto reporta oportunidade e claro, uma imensa responsabilidade, como tarefa adicional. Dos que conhecem Freixo, 20% o apóia diretamente. O fato de que Freixo não seja tão conhecido pode ser explicado por vários aspectos: seu eleitorado ainda tem maior densidade nas regiões mais centrais do ponto de vista sociológico[zona sul, região central e Tijuca, a saber]; o controle que setores vinculados à milícia tenta exercer sobre importantes concentrações eleitorais, sobretudo na Zona Oeste; o fato de não ter começado uma maior cobertura de rádio e TV na campanha[tanto no horário eleitoral quanto nos meios de comunicação centrais como o Globo, RJTV e outros]; e claro, a utilização indevida que Paes faz da sua imagem como "candidato-prefeito". 
    As potencialidades da campanha Freixo, expostas já na suas primeiras semanas, sob o emblema do que está sendo chamada de "primavera carioca" estão claras: o sentido participativo e mobilizado do ativismo voluntário e o fato de que parcelas significativas da sociedade civil seguem se engajando. Não apenas artistas consagrados como Caetano, Chico, Wagner Moura, Dira Paes, Gil entre tantos de uma constelação plural, e sim, representações vivas como lideranças comunitárias, setores da cultura e das mídias alternativas, lideranças de sindicatos como o dos engenheiros e dos médicos; centenas de militantes petistas de base, bem como a velha guarda brizolista e setores de vários cores ideológicas e partidárias, de suas bases. 
    Esta é a tarefa que se desprende da pesquisa: tornar Freixo conhecido, suas propostas, programas e apoiadores para a metade do Rio que ainda não "entrou" na campanha. 

    O que não diz a pesquisa eleitoral? 

    A tentativa inicial de Paes de estabelecer uma polarização com Maia, sabendo de sua rejeição se mostrou infundada, nos dados da realidade. Ainda que as cúpulas partidárias que sustentam Paes sigam com esta "armadilha", ela como hipótese perde força: Freixo é o segundo e o que tem mais viabilidade e potencial de crescimento. Queira Paes ou não. 
    A pesquisa também não fala das eleições passadas. O fenômeno "Chico" em 1996 é o exemplo mais ilustrativo: saindo com 6 %, oscilando até para 4% em algumas pesquisas, Chico Alencar, chegou a 21%, ficando fora do segundo turno por "mínimos detalhes". Ao contrário dos anos noventa, a unilateralidade da conformação do "humor" do eleitorado é menor. As redes sociais podem e devem dar vazão a sentidos que escapam, muitas vezes, a percepção das grandes mídias. Alguém dúvida que se existisse o facebook, o resultado do fenômeno "Chico/96" poderia ser outro? 

    Enfim, os dados começam a ser lançados. A campanha de Marcelo Freixo está tomando as ruas, as redes e os corações dos cariocas. Ainda falta muito, e as máquinas são poderosas. O ativismo da primavera carioca deve se multiplicar, organizar e se espalhar por todas as zonas da cidade. 
    Já começamos. Ainda há muito o que ser feito. 
    A vida pede coragem. E engajamento.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mulheres assumem que gostam de ficar com gays.



01/02/2011
HELOÍSA NORONHA
Colaboração para o UOL 

  • Divulgação/TV Globo
    Céu (Deborah Secco) e Orlandinho (Iran Malfitano) na novela global "A Favorita"
    Céu (Deborah Secco) e Orlandinho (Iran Malfitano) na novela global "A Favorita"
Volta e meia o universo da ficção flerta com as nuances do relacionamento entre mulheres e seus amigos gays. Em uma de suas (infrutíferas) tentativas de construir uma carreira de sucesso no cinema, Madonna estrelou em 2000 o filme “Sobrou pra Você”, em que, após uma bebedeira, sua personagem engravidava do charmoso Ruper Everett – que, aliás, já tinha bancado o “namorado” de Julia Roberts em “O Casamento do Meu Melhor Amigo”. Entre o respeito ao público conservador e os apelos da modernidade de costumes, duas novelas globais recentes optaram pela segunda alternativa e mostraram sem pudores esse tipo de relacionamento: “A Favorita” teve os tórridos Céu (Deborah Secco) e Orlandinho (Iran Malfitano) e “Caras e Bocas”, os divertidos Léa (Maria Zilda Bethlem) e Cássio (Marco Pigossi). A perua Léa, aliás, popularizou nas ruas o termo “Maria Purpurina”, apelido dado às mulheres que curtem tirar umas lasquinhas dos amigos homossexuais. Outro exemplo recente foi o affair entre a dentista Fernanda e o performático Serginho no “BBB 10”. O jogo de sedução entre os dois virou motivo de discussão na mídia e funcionou como uma espécie de senha para liberar muitas mulheres a assumirem: “Gosto de ficar com gays”.
Para os especialistas, há várias prováveis explicações para que algumas mulheres se sintam atraídas por eles. Sim, prováveis, porque em se tratando de sexualidade, não existe nada 100% imutável ou determinado. “A conduta sexual nunca é fechada na questão de gênero. As pessoas são mutantes em sua própria atividade sexual; desta forma, o que importa são os sentimentos  do momento e as trocas de igual intensidade”, explica o ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Junior, do Rio de Janeiro. “Os conceitos modernos mostram que a identidade sexual instala-se no indivíduo de acordo com seus sentimentos e percepções. Nada é definitivo, somente a certeza do desejo pelo outro”, completa.
Mostra e esconde
Segundo a psicóloga Carmen Cerqueira Cesar, de São Paulo, certos homens ainda não definiram sua identidade sexual e, portanto, não sabem direito o que sentem. Vão se descobrindo com o tempo ou se certificando - se desconfiavam. E aí alguns revelam, são sinceros, que é o que deveria ser feito; outros, não, preferem se esconder no armário. “Acho que eles deveriam abrir o jogo honestamente para a companheira, porque assim elas podem decidir o que fazer. Por mais incrível que possa parecer, ainda existem homens gays que não se aceitam, que têm medo da represália social, por isso então tentam namorar mulheres, casar e ter filhos. Podem ser gays ou bissexuais”, completa.
Cada mulher reage de um jeito diferente a essa notícia: se ela foi "enganada", vai ficar muito brava e com razão, já que a maioria das mulheres que deseja se realizar amorosa e sexualmente não deseja ficar com um parceiro homossexual. Podem até se tornar amigos, mas não dá para ter uma realização plena com ele. “Muitas mulheres passam uma vida sem perceber que o marido é gay ou ‘fingem’ que não percebem. É mais cômodo”, declara Carmen. Por outro lado, existem outras tantas que, por gostarem deles, e mesmo sabendo que são gays, não ligam. Elas gostam da pessoa. E vivem ou não uma vida sexual fora da relação.
  • Divulgação/TV Globo
    A dentista Fernanda e o performático Serginho tiveram um affair durante o "BBB 10"
Cientes
No caso das garotas cientes da opção sexual do alvo de seu desejo, um dos fatores de os homossexuais serem atraentes aos olhos femininos é o fato de serem mais sensíveis, amigos, fiéis. Alguns se transformam até em confidentes. “Mulheres, por mais evoluídas que estejam, continuam buscando relações cuja prioridade passa por gentileza, delicadeza, companheirismo, afeto e cumplicidade. Os gays têm a alma feminina, são capazes de perceber mais rapidamente o estado de espírito em que se encontra aquela mulher”, ressalta a terapeuta corporal e sexóloga Valéria Walfrido, de Pernambuco, que vai além: “Muitas mulheres buscam chamar a atenção de determinado homem com maquiagens, tatuagens, cortes de cabelo, entre tantas outras coisas mais, porém sem sucesso. No universo gay, eles deixam transbordar a sensibilidade sem receios de críticas e falsos pudores. Quando se assumem, assumem sua essência, e esta encanta o público feminino que busca respostas aos seus por quês”, diz Valéria.
“Gays nos tratam com carinho e atenção, não querem somente sexo. Eles sabem onde deve pegar, o que você sente e o que você quer escutar. Acima de tudo, é um amigo que se importa se você está bem. Resumindo, dão mais atenção do que os héteros”, assegura a estudante T. F., de 16 anos, do Guarujá (SP), que já teve relacionamentos com cinco garotos homossexuais – o último durou um mês. “Não sei dizer direito o que me atrai neles... Gosto do jeito de andar, dos gestos afeminados, da autoestima alta”, revela a garota, que se autodenomina uma autêntica “Maria Purpurina”.
Desconforto
Segundo o psicólogo Oswaldo Martins Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex), a química acontece porque as mulheres buscam contatos afetivos, mais que sexuais. “É preciso avaliar se não se trata de uma mulher que tem atração por outras mulheres, mas sente algum desconforto a respeito e se aproxima de homens femininos”, questiona. Para Carmen Cerqueira Cesar, a questão do desconforto com a própria sexualidade é relevante. A mulher, no caso, teria medo de viver suas próprias vontades e de encarar um homem hétero, sua potência, seu desejo. “Com um gay, ela se sente protegida."
  • Divulgação/TV Globo
    Léa, vivida por Maria Zilda Bethlem em "Caras e Bocas", popularizou o termo "Maria Purpurina"
  •  
Paquera
As baladas – principalmente as GLS – são o cenário ideal para a paquera. Gays assumidérrimos ficam com mulheres para experimentar, reforçar ou não suas "convicções" homossexuais, porque gostaram da "pessoa" ou simplesmente para curtir.
Existem mulheres, no entanto, que transformam a conquista em uma espécie de troféu, passando a se sentir mais poderosas depois. “Muitas com feridas latentes por amor dissolvido ou como exercício da própria sexualidade podem tentar exercer a sedução  como forma de poder”, afirma o ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Junior.
Oswaldo Rodrigues, do Inpasex, tem outra opinião: só sente o sabor da conquista a mulher que tem características de papel sexual masculino, que sejam psicologicamente andróginas. Já Valéria Walfrido relembra que a conquista faz parte de tudo em nossa vida, sendo essencial para nossa existência. “Qualquer relação pode iniciar-se por pura curtição, relacionamentos sérios começam dessa forma, sem ambicionar nada mais. Com o decorrer dos encontros, as pessoas encontram afinidades.” Para Oswaldo Rodrigues, só será uma curtição se a ficada com o gay for uma variação, e ela tiver outras preferências. É o caso da jornalista paulistana Carla Dias, de 31 anos. “Fiquei com um chefe gay que eu tive. A gente se dava muito bem. Uma noite, em um bar, a gente já tinha bebido bastante e ficava o tempo todo abraçado. Até que fomos ao banheiro e acabamos ficando. Foi ótimo! Ele tinha uma pegada melhor que de muito homem! Aquilo, para mim, parecia atraente, um desafio. Me senti muito à vontade, livre de pensamentos do tipo: ‘será que encontrei o homem da minha vida?’. A partir do momento que você se relaciona com um gay, deve ter total consciência de que será um relacionamento livre.”
Sem expectativas
Carla se jogou na experiência sem expectativas, mas há quem não aja assim. Certas mulheres passam a achar que vão conseguir mudar o sujeito (em outras palavras, fazê-lo “virar homem”), o que, em 99% dos casos, é pura ilusão. Os especialistas afirmam que raramente há algum tipo de futuro para uma relação como essa sob o ponto de vista de um relacionamento completo, pois a mulher não se realiza plenamente. Para a terapeuta sexual Valéria Walfrido, quando o gay assume sua opção sexual, ele deixa claro o que objetivamente deseja. “Infelizmente, a maioria esmagadora das mulheres carentes crê que com o amor tudo milagrosamente se transforma, e não é bem assim. Há de haver respeito pelas opções de todos sem exceções.”
Para o sexólogo Amaury Mendes Junior, “uma relação pode se dar por compensação ou por objetivos”. “Mas já vi casos em que a paixão da mulher pelo sujeito era tanta, que ela quis ficar com ele mesmo sabendo da orientação sexual dele. Eles se adoravam, eram muito amigos, mas viviam quase como irmãos. São formas diferentes de amor e a gente não deve ter preconceito. Esse casal viveu ‘feliz’ por toda uma vida. Do jeito deles, claro, como aquela música que diz que qualquer maneira de amor vale a pena”, diz a psicóloga Carmen Cerqueira Cesar.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Acidente com estudantes da UFPA: Estamos de LUTO!!!

É com profundo pesar que escrevo essa nota. Infelizmente, hoje, dia 16 de Julho de 2012, um ônibus que levava estudantes da área de Computação e Tecnologia da Informação da UFPA, UFRA, IESAN sofreu um grave acidente, caindo de uma ribanceira, próximo de Curitiba onde acontece um Importante Encontro Acadêmico da área de Computação e Informática. O acidente com os estudantes deixou 10 vítimas fatais e dezenas de feridos, dentre eles, vários amigos nossos, irmãos de sangue, de luta e de sonhos que se foram.

Na UFPA, o acidente comove à todos, principalmente as lideranças estudantis, pois Bruno Azevedo Amaral, 22 anos, bolsista responsável pelo InfoCentro do DCE da UFPA, é uma das vítimas fatais já confirmadas. Bruno era um dos jovens sempre sorridentes, cheio de sonhos e que já deixa seus amigos inconformados. Um sonhador, que lutou por uma Universidade Pública com Qualidade e Responsabilidade Social.

Várias notas de pesar já estão sendo lançadas,  reproduzo abaixo algumas:

Diretório Acadêmico Ufpa Breves

Nota de solidariedade!

O Diretório Acadêmico Ufpa de Breves, vem através desta prestar solidariedade aos pais, amigos e irmãos/as de sonhos dos 10 discentes da UFPa mortos num fatal acidente ocorrido hoje por volta das 8:00h da manhã no estado do Paraná. As suas lembranças se eternizaram em nossos corações e suas chamas de lutas por uma educação de qualidade e libertadora nunca se apagarão!
 
 DCE UFPA

Nota de Pesar!

O DCE vem em nome dos discentes da UFPA lamentar a morte dos 10 jovens que iam de Belém para um congresso de informática no Paraná.
Ainda temos poucas informações, mas pelo que foi noticiado na imprensa, muitos, senão todos, eram estudantes desta instituição.
É lamentável esta perda, deixamos nossa solidariedade a todos os conhecidos, amigos e familiares das vítimas.
 
NOTA DE PESAR – ADUFPA - SSIND

A Associação de Docentes da UFPA - ADUFPA vem a público manifestar o seu profundo sentimento de pêsames às famílias dos estudantes do Curso de Sistema de Informação, falecidos de forma trágica ao se deslocarem para participar de evento científico de sua área de formação, ocorrido no Estado do Paraná. Nós, docentes desta instituição, nos solidarizamos com os familiares em sua dor neste momento de luto e perda.
A diretoria.
 
Milton Miranda Jr. 
(Ex. dirigente da COMISSÃO DE VIAGENS do CENTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA da UFPA)

Nota de pesar!

Em nome de todos aqueles que passaram por nossa Comissão de Viagens de Estudantes de História da UFPa (COMVEH), venho pesar nossa solidariedade aos familiares,parentes e amigos dos estudantes da UFPA, UFRA e IESAM que estava indo pro Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC) envolvidos no fatídico acidente ocorrido numa estrada do Parana. No anuncio da noticia logo me veio ao pensamento, meus amigos e companheiros de tantas viagens que fizemos aos congressos estudantis pelo Brasil,vivemos algumas situações adversas, que depois eram lembradas com risos. Hoje vejo o quanto somos/fomos protegidos e que ainda temos uma caminhada pela frente a cumprir!!!Que Deus abençoe e conforte as almas e os corações de todos envolvidos direto ou indiretamente neste acidente...
 
Pedro Ivo Castro
(Ex. diretor do CENTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA da UFPA, atualmente, CONSELHEIRO DISCENTE da Faculdade de História da UFPA)
Nota de Pesar!
Um acidente perto de Curitiba com um ônibus levando grupo de estudantes da UFPA matou 10 colegas nossos, do curso de Ciência da Computação. Só me resta dizer à família e aos amigos que nós sentimos muito, como estudantes entendemos a importância de participar desses encontros, vamos sempre felizes e esperançosos e sempre há um risco de algo acontecer, mas nunca esperamos... fiquem em paz, galera!
Universidade Federal do Pará - Oficial.
A Universidade Federal do Pará (UFPA) acompanha a situação no Paraná através de seu professor Eduardo Cerqueira, da Faculdade de Engenharia da Computação e Telecomunicações, que está prestando assistência aos estudantes no local, com o apoio da Universidade Federal do Paraná e da Sociedade Brasileira de Computação.
 
E, por fim,  excepcionalmente, a nota que minhã mãe (por representar um sentimento de muitas mães) lançou:
Elza Castro

LUTO: O PARÁ PERDE 10 FILHOS- muíto triste com o acidente que matou alunos da UFPA, alguns amigos de meu filho também estudante da UFPA. parceiros de sonhos e lutas por uma universidade publica de qualidade. Me solidarizo com seus familiares, que sejam abrandadas suas dores! sei que nada é por acaso, sei da importância que tem a participação dos estudantes em congressos. que todos vão mt felizes e com grande expectativa... mas meu coração fica pequenininho todas as vezes q meu filho e amig@s segue pelas estradas da vida... enfim, PAZ E LUZ À TOD@S!
 
 
Só se tem saudades, do que é bom.
Se chorei de saudades, não foi por fraqueza...
Foi porque eu amei!
 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Eleições 2012.

Mais um ano eleitoral e a campanha começa... já estou a todo vapor na campanha do Comandante Cabano Edmilson Rodrigues e do Camarada de sonhos e lutas, Prof. Fernando Carneiro para vereador.
O Psol é um partido que nasceu para se contrapor ao modelo desonesto de fazer política e desses princípios não abrimos mão... vamos devolver Belém para as mãos do povo e da classe trabalhadora!!!!



sexta-feira, 29 de junho de 2012

CAHIS BRAGANÇA tem nome: Quintino Lira.

Em BRAGANÇA o Centro Acadêmico de História da UFPA foi batizado pelos estudantes de CAHIS Quintino Lira. Quem é este sujeito histórico do Pará?

Veja o que o "Blog de Arlindo Matos de Ourém" publicou no dia 20/03/2011:


Quintino, o "Gatilheiro"


Na carteira de identidade apresentada na justiça, constava o nome Armando Oliveira da Silva, mas era mesmo conhecido por Quintino, talvez seu verdadeiro nome, que completo seria Quintino da Silva Lira, que se auto-intitulou o “Gatilheiro”.
A saga de Quintino é digna de virar roteiro de cinema e jamais poderia deixar de ser citada e até merecer um capítulo especial na memória de um dos diversos municípios do nordeste paraense, onde reinou nas selvas desde 1981 até ser morto pela polícia militar do Estado Pará, na data de 04/01/1985.
Teria ele nascido no Município de Bragança, sendo filho de Domingos da Silva Lira e de dona Raimunda da Silva Lira, vivido a infância na localidade Jussaral, em Viseu e dentro ainda desse Município, passou pelas localidades de São José do Piriá e Baixinhos, às margens do rio Gurupi, onde se separou de sua primeira mulher e prima de nome Helena, com quem deixou três filhos, um menino e duas meninas, indo para Primavera, fixando-se depois na localidade de “Pau-de-Remo”, então Município de Ourém, local onde iniciou sua carreira de “justiceiro” marcando suas trilhas em densa mata, com um rastro de sangue que só acabou quando tombou morto a oito quilômetros da Vila Nova Piquiá, solo de Viseu, com um único tiro mortal no peito, em cima do coração, supostamente de fuzil.
Do personagem que viveu ao lado de seu bando, inicialmente composto por “Coruja”, “Mão de Sola”, “Portinho” e “Cabralzinho” e que chegou a ter sob seu comando mais de quarenta homens, e se fosse preciso, segundo o próprio, reuniria até trezentos simpatizantes pela sua causa, podemos dizer que lembrava um pouco “Lampião” e seu cangaço pela postura exibicionista e armamento à base de rifles-44, cartucheiras e revólveres de diversos calibres. Era vaidoso em seu visual, cuidando bem do bigode e unhas, vestindo-se de acordo com a ocasião, camisas de tecido com botões e botas de vaqueiros ou camisetas esportivas de algodão com calças jeans e sandálias havayanas, sempre com um inseparável chapéu de massa escuro com abas e cordão que às vezes prendia ao queixo. Quintino que entre outras ousadias chegou até a distribuir terras para os colonos, que eram medidas pelo topógrafo do bando chamado Silvestre, morto em Capitão Poço, perdeu também sua companheira de nome Maria Antonia da Silva e outros comparsas em vários confrontos com a polícia, sendo “Cabralzinho” o primeiro a tombar morto no início dos conflitos. Da primeira formação de seu bando, “Mão de Sola” ainda estava com ele no final e “Bodão”, que entrou depois era outro de sua confiança que sempre lhe acompanhava nos momentos difíceis. Quintino matou ou mandou matar muitos, principalmente fazendeiros e policiais em missões. Sempre se gabava que tinha melhor índole que o lendário “Lampião”, pois jamais matava criança ou colono: “Só mato gente rica”, sentenciava.
No dia de sua morte, estava desacompanhado de seus capangas tomando um mingau na casa de seu Florismar, velho amigo que era conhecido na Vila Nova Piquiá, por seu “Flor”. “Mão de Sola” e “Bodão” ficaram na vila. Ainda faltavam alguns minutos para as dezenove horas daquela chuvosa noite de 04/01/1985, quando avisado por um policial que já estava no interior da casa de que estava cercado pela polícia, em ato-contínuo teria se levantado do tamborete em que se encontrava sentado, pegado seu revólver em cima de um guarda-roupa que estava atrás de si na cozinha e dito suas últimas palavras aos amigos da casa: “não sai ninguém, que eu vou morrer sozinho”. Saiu pela porta dos fundos e então se ouviu mais de duzentos tiros por aproximadamente cinco minutos. Só um o atingiu, aquele tiro, supostamente de fuzil, que explodiu seu coração.
Quintino virou mito e em crônica contaremos agora o resumo de seu reinado de “Gatilheiro”:
Quintino da Silva Lira ou Armando Oliveira da Silva eram o mesmo homem e até o início dos anos 1980 não passava de um simples agricultor na localidade de Pau-de-Remo, então Município de Ourém. Porém, a situação imposta pelos sistemas de governo apresentadas no Brasil, com injustiças sociais aflorando por toda parte, fez aquele pacato colono tornar-se um dos mais temidos fora-da-lei do norte do país.
As injustiças na distribuição de terras geraram conflitos ao ponto de Quintino perder companheiros de forma covarde, motivando-o a arregaçar as mangas e tomar uma brava atitude de liderar um grupo de colonos rebelados contra o injusto sistema, indo literalmente a luta com armas nas mãos.
Quintino que foi comparado à Robin Hood, Zumbi, Antonio Conselheiro e “Lampião” desta nova era, quis evitar tais comparações, se auto-intitulando de “Gatilheiro”, uma nova expressão para um novo herói do campo.
Ele na verdade teria matado, revidado, roubado e chantageado, porém não como sua fama mostrou. Sempre houve exageros, e também é verdade que se criou o mito de que ele teria parte com o diabo, usando técnicas que lhe permitiam desaparecer aos olhos de seus perseguidores, como se transformando num toco, cão ou outro animal qualquer. Na verdade, Quintino não virava nada e sim sabia se virar nas adversidades com muita sabedoria, mostrando-se um excelente líder estrategista. Era muito bem informado de todos os passos da polícia e de qualquer outro perseguidor.
O que ele fez podia até não estar certo, porém mesmo inconscientemente, Quintino conseguiu coisas que nossos governos e nossa justiça nunca ousariam solucionar, como por exemplo, a reforma agrária.
Mesmo procurado nos quatro cantos pelas tropas do coronel PM Cleto, comandante das tropas na região, que se embrenharam nas matas tendo a frente o capitão PM Cordovil, época em que era governador do Estado do Pará, Jader Fontenelle Barbalho, Quintino desapropriou terras, assentou “sem-terras”, resolveu conflitos como se fora um Juiz de Paz e até casamentos realizou, causando temor e admiração ao mesmo tempo.
Quem o conheceu na intimidade impressionou-se com aquele mortal, dotado de uma obstinação invejável, em busca de um ideal comum com sua gente: a justiça propriamente dita.
Foram aproximadamente quatro anos de reinado em mata fechada, período-referência em que muitas autoridades nada fazem para atenuar o sofrimento do povo do campo, e mesmo assim relacionava-se com as mesmas, com fazendeiros e comerciantes na medida em que a regra era ditada. Quem veio para conversar, teve conversa. Quem foi para guerrear, teve guerra. Quem se chegou para traí-lo, conseguiu, pois o “Gatilheiro” era também um poço de ingenuidade, e tombou para sempre no ritmo do pipocar das armas da polícia militar.
Quintino foi e sempre será o que as pessoas quiserem dele achar, pois de tudo tinha um pouco, e pode ter sido um herói, bandoleiro, justiceiro, cangaceiro, gatilheiro, Robin Hood, Zumbi, Antonio Conselheiro, “Lampião”, um toco ou um cão, o diabo... Dependendo do ângulo ou dimensão que se queira dar ao seu papel na história, porém uma coisa deve ser dita sem pestanejar: Quintino foi uma das figuras mais importante neste final de século e milênio, trazendo para discussão assuntos e temas outrora esquecidos ou engavetados pelas autoridades. Descansa em paz, “Gatilheiro! (crônica de Arlindo Matos, escrita em setembro de 1997 para o jornal “Informativo Popular” de Capitão Poço, e que por tanto sucesso foi repetida no jornal “Folha do Gurupi”, de Viseu, em novembro do mesmo ano).
(Arlindo Matos – Oureana de Além-mar, Ourém terra de Moura-02/07/2007)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

No SINTEPP é chapa 01 - a chapa da categoria de luta!


Professores, essa semana temos eleição do SINTEPP (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) e nós vamos seguir dirigindo esse importante sindicato, realizando movimentações, atividades de formação, defendendo a categoria, comandando greves quando for necessário para que governos invistam em educação. Por isso, Professor / Professora, vamos juntos fazer a diferença e VOTAR NA CHAPA 01!!!


"Quando um muro separa, 
Uma ponte une.
Se a vingança encara, 
O remorso pune. 
Você vem e me agarra, 
Outro vem e me solta.
Você vai na marra, 
Ela um dia volta.
Você me prende vivo, 
Eu escapo morto.
Você corta um verso, 
Eu escrevo outro. 
De repente, Olha eu aí de novo,
 pertubando a paz e exigindo o troco!"

ATÉ A VITÓRIA!!!

CONVOCATÓRIA DO ENEH 2012 - Guarulhos SP.


Encontro Nacional de Estudantes 

de História

 CONVOCATÓRIA

Guarulhos, SP, 27 de março de 2012,
No ano em que se completam 25 anos da Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH), convocamos todos e todas para a realização do XXXI Encontro Nacional de Estudantes de História. Que neste ano de 2012 será realizado de 14 a 21 de julho, na Universidade Federal de São Paulo, campus Guarulhos, localizado a Estrada do Caminho Velho, 333, Bairro dos Pimentas, cidade de Guarulhos-SP.
A confirmação da data do encontro se deu após garantirmos as melhores condições estruturais para sua realização. Percebemos hoje um aumento da rejeição a diversas atividades dos estudantes, sejam atividades de mobilização e reivindicação, sejam atividades culturais, que dificultam o apoio ou mesmo a autorização das Universidades para encontros estudantis, reflexo da necessidade de um aprofundamento do debate sobre o uso de drogas lícitas e não lícitas, a dificuldade da participação efetiva de amplos setores da Universidade em suas principais decisões, bem como a falta de um projeto para uma educação socialmente referenciada.
Sendo assim, a realização do XXXI ENEH na Unifesp Guarulhos é consequência da resistência a esses cerceamentos e, ao mesmo tempo, fruto de um processo de mobilização e convencimento da Unifesp e da Prefeitura de Guarulhos sobre a seriedade do movimento estudantil de História e das oportunidades de desenvolvimento de um diálogo entre o mundo acadêmico e o entorno do campus, localizado no Bairro dos Pimentas, na periferia da cidade.
Se, como dissemos, há um endurecimento da postura do Estado frente às mobilizações populares, não apenas dentro das Universidades, percebemos um crescimento de movimentos de contestação, marchas, greves, occupy – tanto nas ruas, nas universidades e tantos outros espaços em potenciais para que se faça pressão social.
Estas movimentações têm surgido com grande força nos últimos anos, agregando novos meios de mobilização e difusão das lutas, nos inspirando à realização do ENEH e a sua temática: Nas Ruas, Nas Praças, Nas Salas. Tendo em vista um processo de ascensão das contestações e lutas populares em uma conjuntura mundial, faz-se necessária sua compreensão histórica e intervenção por parte daqueles que são seus sujeitos.
Comissão Organizadora do Encontro Nacional de Estudantes de História – COENEH
De nuestros miedos nacen nuestros corajes y en
nuestras dudas viven nuestras certezas. Los sueños
anuncian otra realidad posible y los delirios otra razón.
En los extravios nos esperan hallazgos, porque
es preciso perderse para volver a encontrarse.
(Eduardo Galeano)
Federação do Movimento Estudantil de História
Centro Acadêmico de Ciências Humanas da UNICAMP
Centro Acadêmico de História da UNIFESP
Centro Acadêmico de História da USP
Centro Acadêmico de Ciências Sociais PUC-SP

sábado, 2 de junho de 2012

Até Quando?


Por PEDRO IVO CASTRO.

Amanhã, domingo 03/06, estarei indo à Brasília participar das atividades de apoio a luta dos servidores públicos federais, especialmente dos professores das IFES que estão em uma greve legítima e importante. Nosso grupo de estudantes da APS/UFPA Visitará também parlamentares no congresso nacional para conversar sobre nossa visão de estudante da rede pública, sobre a nossa opinião sobre assistência estudantil e sobre a situação que a educação está em nosso país, especialmente no Pará.

Mas antes, deixamos nosso total apoio à Greve dos Estudantes da UFPA que será decidida em assembléia geral nesta segunda feira. Vamos LUTAR, companheiros!!! estaremos de Brasília ousando lutar, porque só assim venceremos!!!



Gabriel O Pensador

Não adianta olhar pro céu
Com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer
E muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão
Virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus
Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer!
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Rindo da própria tragédia
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Pobre, rico ou classe média
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
muda que o medo é um modo de fazer censura
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ser saco de pancada?
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
O seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e a sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!!
A polícia
Matou o estudante
Falou que era bandido
Chamou de traficante!
A justiça
Prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado
E absolveu os PMs de Vigário!
A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que é pra você não ver que o programado é você!
Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar!
Escola! Esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda! Não! Não!!
Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!
Até quando você vai ficar levando porrada,
até quando vai ficar sem fazer nada

quarta-feira, 30 de maio de 2012

GREVE da UFPA - Professor e Estudante na Luta pela EDUCAÇÃO.


Esta é a nota escrita por nosso camarada Rafael Saldanha, do movimento JUNTOS, sobre a greve dos professores e agora, dos estudantes, da Universidade Federal do Pará.

Rafael Sadanha*


Os docentes de mais de 40 Universidades federais, incluindo a UFPA, estão em greve! Essa medida legítima é um contra ataque ao governo que nos últimos 9 anos destrata os servidores públicos da área da educação.
Com sensibilidade fica simples compreender o porquê da greve docente. Os salários estão defasados e o Plano de Carreira da categoria, a cada governo de plantão que por Brasília passa, vem sendo desmontado. Quando o assunto são as condições de trabalho em cada Instituição Federal de Ensino Superior (IFES) a situação é ainda pior: através do irresponsável Programa REUNI, mais vagas e cursos foram criados sem contratação de novos professores e construção de infraestrutura adequada. O sucateamento do ambiente acadêmico não é coisa do tempo do FHC, ao contrário, segue atual.
No Brasil sabe-se que a educação não é a única social abandonada. Saúde, Cultura, Transporte, Habitação, Lazer e Juventude, Saneamento, Direitos Humanos dentre outros também recebem a mesma desatenção. A justificativa invasiva dos governantes para limitar os investimentos sociais é o risco da crise internacional que quebra a Europa e ameaça atingir a China. Mas por que bancos e fortes grupos econômicos que operam no Brasil seguem tendo privilégios, benesses fiscais e repasses de recursos públicos de maneira desenfreada? Afinal, para quem governa a primeira mulher presidenta do país?
Apenas o enfretamento dos trabalhadores e a solidariedade da juventude garantirá a mudança no funcionamento do Poder brasileiro. Como afirmou o Prof. Dr. José Alves Jr. (UFPA), “A greve segue sendo o caminho”. Caminho este que não podemos hesitar em percorrer em busca de outro futuro!
Os professores pararam as aulas. E nós, vamos ficar PARADOS? Certos de que as condições de trabalho dos nossos professores são as nossas condições de aprendizagem, devemos estar lado a lado com eles nessa luta por dignidade e qualidade de trabalho. Ocupar a Universidade e debater a realidade, propor soluções e exigir alteração na lógica com se governa o Brasil, defender um novo trato para a educação, a fim de que não só professores e alunos ganhem, mas todo o povo, é o que nos cabe nesse momento.
Na terça (29/05), ocorreu a assembleia geral dos estudantes da UFPA onde estavam presentes 220 pessoas. Foi aprovado o total apoio a greve docente, e nós discentes protocolamos um documento JUNTO À reitoria, para que esta cumpra nossas demandas. Estamos em estado de greve e mobilização permanente, nosso papel, daqui por diante, é articular e massificar o movimento grevista. Vamos todos juntos lutar por uma educação de qualidade e por condições dignas de assistência para os estudante. Sozinho somos um, juntos somos TODXS.








Apoio à greve dos professores!

Dilma, a culpa é tua!

Se o presente é de luta, o futuro é nosso!


*Estudante de Letras Espanhol, coordenados geral do DCE-UFPA e militante do Juntos.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Entidades apoiam greve dos docentes das federais

FOTO: Assembléia geral da UFPA que definiu a greve.

Na mesma proporção em que aumentam as adesões de novas Instituições Federais de Ensino à greve convocada pelo ANDES-SN, cresce o número de entidades que aprovam notas de apoio à paralisação. Uma das primeiras entidades a se pronunciar foi o Conselho Federal de Serviço Social, que considera a greve uma “ação legítima, justa e necessária, pois se hoje ainda contamos com universidades públicas, isso se deve às lutas históricas de docentes, técnico-administrativos e estudantes”.



Estudantes de várias faculdades da Califórnia aprovaram na última semana, durante a 1ª Conferência Estadual Estudantil, uma mensagem de solidariedade à greve. “Gostaríamos de estender nossa total solidariedade aos professores do Brasil e dizer que eles não estão sozinhos nessa luta, pois os ataques à educação ocorrem em escala internacional”, afirmou a nota, que foi enviada para a CSP-Conlutas para ser entregue ao ANDES-SN.



O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Pará (Consepe) aprovou uma nota apoiando os professores em greve, a qual “demonstra a indignação que tomou conta da categoria depois de tantas tentativas de negociação com o governo sem resultados satisfatórios”. O Conselho Universitário (Consu) da Universidade Federal do Acre também aprovou uma moção de apoio à greve geral dos docentes, em que a instância reconhecer a legitimidade e manifesta total e irrestrito apoio à paralisação.



A nota do Consu reconhece o Comando Local de Greve e a Assembleia Geral dos Docentes como “as únicas instâncias em condições de avaliar e decidir sobre as atividades acadêmicas que devem ser executadas enquanto perdurar a greve da categoria”.



O Conselho Universitário da Universidade Federal de Uberlândia, em moção aprovada no dia 25 de maio, reconheceu a legitimidade de greve dos docentes e se declarou sensível às reivindicações pautadas, rejeitando “qualquer forma de cerceamento à livre expressão de docentes, técnicos administrativos e estudantes”.



Já o Conselho da Universidade Federal de Rio Grande, em moção aprovada no dia 25 de maio, reconhece a legitimidade do ANDES-SN e do movimento nacional de greve e afirma que a paralisação “demonstra a indignação que tomou conta da categoria depois de tantas tentativas de negociação com o governo sem resultados satisfatórios”.



O Partido Comunista Brasileiro (PCB) divulgou uma nota de apoio à mobilização. Para o partido, a greve “é produto direto da intransigência do governo Dilma, que se recusa a negociar de maneira séria e responsável o projeto de carreira apresentado pelo ANDES-SN há mais de um ano”.



Militantes do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) de Macapá, que participaram no último final de semana do II Congresso Municipal do partido, aprovaram uma moção de apoio à greve dos docentes. Para os congressistas, a “a defesa da universidade pública e a força do trabalho são e permanecerão sempre maiores que desrespeitos e a truculência de governo que expoliam o povo e, por isso, venceremos!”.



Também em luta pelo cumprimento da Lei do Piso, os professores municipais de Juiz de Fora aprovaram uma nota em apoio aos docentes das Ifes “que neste momento travam luta semelhante reivindicando aumento salarial e cobrando do governo Dilma o seu compromisso com a educação pública e com a classe trabalhadora”.



Já o Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e região declarou “apoio incondicional” à greve pelo fato dela expressar “a luta de todos nós em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade no país”.



Os docentes da Universidade de Campinas, em assembleia realizada no dia 23 de maio, aprovaram uma moção de apoio irrestrito à paralisação dos docentes das universidades federais.



Na moção de apoio aprovada pela Associação dos Geógrafos Brasileiros - seção Porto Alegre é criticada a expansão precarizada das instituições federais. Diz, ainda, que “a busca de uma universidade pública inclusiva, gratuita e de qualidade inclui a valorização profissional e o respeito à autonomia da Universidade”.



Os alunos do curso de pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em assembleia realizada no dia 22 de maio, aprovaram uma nota em que manifestam apoio à greve pois ela “coloca a necessidade urgente de retomar a defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade, laica e socialmente referenciada”.



O texto critica a atual política de incentivo à pesquisa e à produção de conhecimento, que vem sendo direcionadas por “um modelo produtivista, que prejudica a qualidade e que não está referenciada nos interesses populares”. Por fim, o texto convida toda a comunidade acadêmica da UFRJ a apoiar a greve dos professores.



A Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física (Exneef) divulgou uma nota em que denuncia o corte, pelo governo Dilma, de R$ 5 bilhões nos orçamentos da educação nos anos de 2011 e 2012 e declara apoio à greve dos docentes das federais. Para a Exneef, a “luta por melhores condições de trabalho e valorização da carreira docente é uma luta contra a lógica de sucateamento da educação brasileira”. 


Fonte: ANDES-SN http://www.andes.org.br:8080/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=5381